O Carnaval em Santa Catarina foi marcado por ocorrências envolvendo insetos e animais. Em apenas quatro dias, foram 86 casos de averiguação ou manejo de insetos, com 11 capturas ou encaminhamentos para o habitat natural. É o que apontam um levantamento do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.

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Mais da metade das ocorrências envolveu vespas, segundo a corporação, com 46 ocorrências. Já 26 ocorrências trataram-se apenas de orientações para os comunicantes. Ainda, três animais já haviam saído do local quando as guarnições chegaram.

Os dados são relativos ao período de 14 a 18 de fevereiro, período do ponto facultativo do Carnaval.

Animais curiosos chamaram a atenção

Dos animais capturados, alguns chamam a atenção, como um Tamanduá, em Navegantes, no Norte do Estado. Em São Joaquim, na Serra catarinense, os bombeiros atenderam a uma ocorrência envolvendo abelhas, enquanto vespas foram encontradas em Chapecó. Já dois gambas foram capturados em Mondaí, enquanto outras ocorrências com abelhas aconteceram em Tijucas e em Matos Costa.

Em Barra Velha e Itajaí, também foram registrados casos de vespas e abelhas, assim como em Araranguá. Em Florianópolis, uma cobra e um jacaré foram capturados, enquanto uma colmeia de abelhas foi encontrada em São José.

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O motivo para o alto número de cobras e insetos

No verão, é comum que animais como cobras apareçam perto de residências, já que esses animais buscam locais propícios para caçar e se abrigar, por exemplo. O capitão Tiago José Domingos explica que apesar de aparecerem com mais frequência no verão por causa do calor, as cobras fazem parte do ecossistema da Grande Florianópolis.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a maioria dos acidentes envolvendo cobras ocorre nas pernas, até a altura do joelho. Por isso, a corporação recomenda que se faça o uso de botas de cano alto ou botinas com perneiras em atividades agropecuárias ou de lazer em ambientes naturais, como trilhas no campo, praias ou na mata. Também não se deve colocar a mão em buracos ocos, amontoados de folhas secas, tocas ou qualquer outro local que possa ser utilizado pelas cobras como abrigo.

Já a partir da primavera, quando o calor começa a aumentar, as ocorrências com abelhas também costumam a aumentar, com a chamada “enxameação”, fase reprodutiva das colmeias. É nesse momento que os insetos costumam se movimentar mais, procurando locais para permanecer.

Como evitar a presença dos animais

Para evitar que as cobras cheguem perto de residências, a população deve manter os locais livres de entulho, lenha, acúmulo de lixo, folhagem seca ou qualquer condição que propicie abrigo para esses animais ou a proliferação de roedores. Isso porque a maior parte das cobras se alimenta de ratos, principalmente as venenosas.

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Os bombeiros pedem para que a população procure abrigo em locais fechados, como casas ou veículos, e não tente se esconder na água, já que as abelhas podem permanecer sobrevoando o local por vários minutos. A recomendação é não tentar afastar, atingir ou capturar os insetos, e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Confira as orientações em caso de enxames de abelhas

O que fazer em caso de picadas de abelhas e vespas

Os bombeiros também recomendam que, em caso de picadas, é necessário remover os ferrões e raspar a pele com cuidado, com apoio de uma faca ou objeto que evite que os ferrões fiquem na superfície da pele ou entrem ainda mais. A orientação é que o local da picada nunca seja apertado, já que isso libera mais toxinas.

Também é necessário lavar a água com água e sabão para evitar infecções e aplicar compressas frias ou gelo para aliviar a dor. Caso a pessoa sinta dificuldade para respirar, inchaço na garganta ou tontura, é necessário procurar ajuda médica imediatamente ou informar a urgência ao 193.

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