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    Colesterol elevado pode prejudicar fertilidade

    Segundo pesquisa, casais com níveis elevados da substância levam mais tempo para engravidar

    23/05/2014 - 09h00

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    Por Redação NSC
    Casais que desejam engravidar podem melhorar suas chances ao garantir seus níveis de colesterol em uma faixa aceitável
    Casais que desejam engravidar podem melhorar suas chances ao garantir seus níveis de colesterol em uma faixa aceitável
    (Foto: )

    Altos índices de colesterol podem reduzir a fertilidade em casais que tentam engravidar, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores do National Institutes of Health, da Universidade de Buffalo, Nova Iorque, e da Universidade de Emory, em Atlanta.

    Casais em que cada parceiro tinha um nível elevado de colesterol levaram mais tempo para conceber uma criança. Além disso, nos casais em que a mulher tinha um nível de colesterol elevado e o homem era saudável, o tempo para conseguir engravidar também foi maior.

    - Já sabíamos que o colesterol elevado aumenta o risco de doenças cardíacas. Nossos resultados agora também sugerem que os casais que desejam engravidar podem melhorar suas chances ao garantir seus níveis de colesterol em uma faixa aceitável - diz o autor do estudo, Enrique Schisterman.

    O colesterol é uma substância cerosa, semelhante à gordura encontrada em todas as células do corpo. Possui diversas funções, incluindo a produção de hormônios e os níveis de vitamina D. Níveis elevados de colesterol geralmente não causam quaisquer sinais ou sintomas, mas aumentam as chances de doenças cardíacas.

    Para a análise, a equipe acompanhou 501 casais que não estavam sendo tratados por infertilidade, mas que estavam tentando conceber uma criança, entre os anos de 2005 e 2009. Os casais foram observados até a gravidez ou até um ano de tentativas.

    Os voluntários forneceram amostras de sangue, as quais foram testadas para o colesterol livre. Schisterman e seus colegas mediram a quantidade total de colesterol no sangue, sem distinguir os seus subtipos. Eles teorizaram que o colesterol no sangue pode estar relacionado com a fertilidade, já que o corpo o utiliza para fabricar os hormônios sexuais como a testosterona e o estrogênio. Além disso, calcularam a probabilidade de um casal engravidar usando uma medida estatística (FOR), que estima o percentual dos casais em cada ciclo de gravidez, com base em suas concentrações de colesterol.

    Embora os pesquisadores não tenham avaliado a relação entre os subtipos de colesterol, Schisterman afirma que os altos níveis de colesterol são suscetíveis de indicar um índice de HDL (colesterol bom) desfavorável em relação ao LDL (colesterol ruim).

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