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    Com 15 novos casos em 2019, Joinville tem infecção ativa de hanseníase

    Apesar do número parecer baixo, dez deles apresentam elevado grau de incapacidade e alta carga bacteriana

    16/01/2020 - 15h42

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    Hassan
    Por Hassan Farias
    Diagnóstico da hanseníase
    Diagnóstico da hanseníase
    (Foto: )

    Joinville registrou 15 casos novos de hanseníase no ano passado. Segundo a enfermeira Aline Rios Simões, do Setor de Hanseníase e Hepatites, do Centro de Vigilância em Saúde, esse número parece baixo, mas dez deles apresentam elevado grau de incapacidade e alta carga bacteriana, o que significa infecção ativa na cidade.

    A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, de evolução lenta, que se manifesta principalmente por meio de sinais e sintomas relacionados a lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Ela é causada por uma bactéria, o Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, um parasita.

    A contaminação da hanseníase ocorre por meio de tosse e espirro de uma pessoa doente e sem tratamento. Não é transmitida no abraço, aperto de mão ou carinho, nem no contato com roupas, pratos, talheres e copos do doente. Pode atingir pessoa de qualquer idade.

    Mundialmente, a data de combate à Hanseníase é o último domingo de janeiro. O objetivo é alertar a sociedade sobre a doença e contribuir para a diminuição do preconceito contra as pessoas afetadas e seus familiares.

    Sintomas da doença

    Os sinais e sintomas da doença são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, à dor e ao tato, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos de braços, mãos, pernas e pés.

    Por comprometer os nervos periféricos, uma característica principal é provocar incapacidades físicas que podem, inclusive evoluir para deformidades e problemas psicológicos.

    — Por isso é importante o diagnóstico para medicar e para prevenir o contágio de outras pessoas — reforça Aline.

    Diagnóstico e suspeitas

    Nos casos de diagnóstico, são examinados os contatos de familiares e sociais da pessoa doente. O tratamento é feito com poliquimioterapia e, já nas primeiras doses, via oral, a pessoa deixa de ser transmissora da doença. Dependendo da classificação da doença, o tratamento pode durar de 6 a 12 meses.

    Em caso de suspeita de contaminação ou dúvidas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde mais próxima de sua casa, ou a Unidade Sanitária, que fica na rua Abdon Batista, 172, Centro. Mais informações pelo telefone (47) 3417-1377, das 7 às 13 horas.

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