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Com aumento de tributo para insumos agrícolas, dono de agropecuária em SC estuda abrir filial no RS

Dono de agropecuária em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, afirma que já fez contatos para abrir loja em cidade do Estado vizinho

14/08/2019 - 17h40 - Atualizada em: 14/08/2019 - 18h25

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Darci
Por Darci Debona
Dono de uma agropecuária em Chapecó, Ricardo Urbancic
Dono de agropecuária em Chapecó, Ricardo Urbancic já estuda abrir filial no RS: "O impacto no nosso setor é quase letal"
(Foto: )

Um dos possíveis efeitos do aumento de ICMS para insumos agrícolas em Santa Catarina é que os produtores passem a comprar esses produtos nos Estados vizinhos. O dono de uma agropecuária em Chapecó, Ricardo Urbancic, diz que já iniciou as tratativas para abrir uma filial em Nonoai, no Rio Grande do Sul, distante 40 quilômetros da cidade do Oeste catarinense.

— O impacto no nosso setor é quase letal. Temos um ramo extremamente competitivo e a margem líquida de lucro de menor que 3%. Já tive uma oferta de um empresário de Nonoai para abrir uma filial no Estado vizinho. Estou vendo terreno. O grande produtor vai buscar fora do Estado. O pequeno produtor vai pagar mais caro — afirma Urbancic.

A agropecuária tem cerca de 30 funcionários e seis deles trabalham a campo, com assistência ao produtor em troca da comercialização dos produtos. A empresa atende uma área de 20 mil hectares de soja e 18 mil hectares de milho.

O empresário classificou a medida do governador Carlos Moisés da Silva como "teimosia", com viés ideológico e sem conhecimento do setor produtivo. Ele também demonstrou preocupação com o controle das embalagens de agrotóxico.

— Atualmente nós temos entre 93% e 96% de retorno das embalagens, que passam por uma tríplice lavagem e depois são encaminhadas para reciclagem. Como fica isso com as embalagens que virão de fora? — questionou Urbancic.

Agricultor reclama do aumento do custo de produção

O agricultor Gelcemir Piaia, de Chapecó, planta mil hectares de lavoura e está preocupado com o aumento do custo de produção. Ele estima que sua produção poderá aumentar mais de R$ 300,00 por hectare, o daria um custo de produção superior a R$ 300 mil. Daria para comprar um bom trator novo.

Para o plantio dessa safra, Piaia disse que já comprou os insumos antes do aumento. Mas para as próximas disse que vai ficar difícil.

— Como eu arrendo terra, meu custo de produção de uma lavoura de soja é de 52 sacas por hectare e colho em média 62 sacas por hectare. E esse custo vai aumentando ano a ano. Daqui a pouco não dá mais para produzir. Somente de fungicida são necessárias quatro a cinco aplicações. Tem muito produtor que não sabe o que vai fazer. Acho que vamos ter que ir para a rua e protestar — prevê.

Piaia afirma que, sem o uso de produtos químicos, uma lavoura não produz o suficiente para cobrir os custos. Além disso, sempre há o risco climático. Por isso, muitos países subsidiam a produção.

O agricultor espera que o aumento de ICMS para 17% seja revisto, sob pena de prejudicar o desempenho de Santa Catarina no agronegócio.

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