Entrando na última semana da campanha de vacinação contra a gripe entre os grupos prioritários, Santa Catarina enfrenta dados alarmantes. Apenas um município em todo o Estado superou a meta indicada de imunização, os outros 137 municípios registram uma cobertura inferior a 40%. A falta de vacinação, somada às baixas temperaturas, pode deixar a população mais suscetível à doenças respiratórias.

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Na região da Foz do Rio Itajaí, que abrange principalmente o Litoral Norte, já foram contabilizadas 31 mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Os dados são do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS (Cieges SC). Além disso, a taxa da incidência da doença é de 94,83% e já são 769 casos confirmados na região.

Balneário Camboriú lidera o ranking regional com o maior número de óbitos pela doença, com 13 casos registrados nesse ano. Até agora, o município imunizou 34,74% do público alvo esperado. Em Camboriú, foram registradas quatro mortes, e em Itajaí, três óbitos foram confirmados por SRAG.

Vacinação é o principal meio de prevenção

Mortes por cidade na região da Foz do Rio Itajaí

Número de mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de 1º de janeiro à 25 de maio de 2026:

  1. Balneário Camboriú: 13
  2. Camboriú: 4
  3. Itapema: 4
  4. Itajaí: 3
  5. Porto Belo: 3
  6. Bombinhas: 2
  7. Balneário Piçarras: 1
  8. Ilhota: 1
  9. Luiz Alves: 0
  10. Navegantes: 0
  11. Penha: 0

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Total de casos: 31

Região é a segunda com maior número de casos

A Foz do Rio Itajaí é a segunda região de Santa Catarina que mais registra mortes por doenças respiratórias. Ficando atrás apenas da Grande Florianópolis, que contabiliza 42 óbitos por SRAG em 2026. Já o Meio Oeste é a área com menor taxa de mortalidade, com apenas 6 casos registrados.

De modo geral, o estado conta com 3.910 casos confirmados, 933 pacientes hospitalizados em UTI, e 191 mortes registradas de janeiro à maio de 2026. Desse total, a maior incidência é entre pessoas com mais de 60 anos, que somam 34 mortes do total, e menores de 9 anos de idade, com 17 óbitos.

Dados preocupam a Secretaria de Saúde

Os baixos índices preocupam a Secretaria de Estado da Saúde (SES), que alerta para o aumento da circulação de vírus respiratórios com as temperaturas mais baixas. O órgão reforça que a vacinação é gratuita, indolor, e fundamental para reduzir internações por doenças respiratórias.

De acordo com diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), João Augusto Fuck, Santa Catarina registra um aumento nos casos em todo o estado.

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— Estamos entrando na fase final da campanha de vacinação contra a influenza e, infelizmente, as coberturas estão muito baixas. É importante reforçar que os grupos prioritários se vacinem o quanto antes. Temos observado um aumento dos casos de influenza no estado, além de hospitalizações e óbitos de crianças e idosos. A vacina é fundamental para reduzir os casos graves. Quanto antes as pessoas se vacinarem, mais cedo estarão protegidas — afirma.

Poucas crianças se vacinaram em Santa Catarina

Até o momento, menos de 40% do público prioritário recebeu a vacina contra a gripe em Santa Catarina. Entre os grupos contemplados estão idosos, gestantes, pessoas com comorbidades, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e outros públicos mais vulneráveis às formas graves da doença.

Entre os idosos, a cobertura vacinal já ultrapassa 41%. Já entre as crianças, o índice segue abaixo de 25%. A meta de cobertura vacinal para cada município é de 93% entre os grupos prioritários, número que só foi alcançado por São Miguel da Boa Vista, no Extremo-Oeste.

Ao todo, Santa Catarina já registrou 600 internações por influenza, sendo 125 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 50 mortes somente em 2026.

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Frio possibilita o aumento de infecções respiratórias

O frio aumenta a circulação de vírus respiratórios e o ressecamento das vias aéreas, podendo elevar casos de gripe, resfriado, asma e bronquite. A vacinação é uma das principais formas de prevenção e integra o plano do Governo de Santa Catarina para enfrentamento das doenças respiratórias, com foco na redução de casos graves, internações e mortes durante o inverno.

Além da imunização, a SES também orienta a população a manter medidas preventivas no dia a dia, como higienizar as mãos com frequência, adotar etiqueta respiratória e evitar contato próximo com outras pessoas em caso de sintomas gripais.

Apesar do índice baixo entre os municípios, o Estado está acima da média nacional de cobertura vacinal, que atualmente é de 35%. Nessa semana, Santa Catarina deve receber uma nova remessa com 328 mil doses da vacina contra a influenza, que serão distribuídas para diversas regiões. Com o novo lote, o número de vacinas enviadas ao estado deve ultrapassar a marca de 2 milhões de doses.