O desaparecimento da cacica Etelvina Fontora, da Terra Indígena Cambirela, em Palhoça, na Grande Florianópolis, completa um mês nesta terça-feira (5) sem nenhuma respostas. A idosa, de 71 anos, foi vista pela última vez na aldeia onde mora com o filho. A Polícia Civil informou que segue com as investigações do caso, mas não tem novas infomações sobre o paradeiro da vítima.

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Em conversa com o NSC Total, Indianara Fontora, filha da indígena desaparecida, disse que está nervosa, angustiada, com medo do que pode ter acontecido com a mãe e se está segura.

— Ela ter saído sem me comunicar é normal, mas ela nunca ficou tanto tempo fora sem dar notícias. Hoje [terça-feira (5)] é meu aniversário e ela nunca esqueceu, então eu espero que hoje ela volte ou ao menos me ligue — disse.

A Polícia Civil destacou que está em constante contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e também fez contato com o psicólogo que atendia a família de Etelvina Fontora. Além disso, foram feitas buscas no terminal desativado do Saco dos Limões, onde há uma comunidade indígena.

— A Funai também está fazendo levantamentos de outras comunidades que possam, porventura, ter informações, mas neste momento nós não temos nenhuma outra informação — destacou a Polícia Civil.

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Líder indígena desapareceu no dia 5 dia abril

A cacica Etelvina Fontora, da Terra Indígena Cambirela, está desaparecida desde 5 de abril em Palhoça, na Grande Florianópolis. A idosa, de 71 anos, foi vista pela última vez na aldeia onde mora com o filho.

A imagem de Etelvina aparece nas redes sociais do SOS Desaparecidos, um programa da Polícia Militar que oferece apoio às famílias de desaparecidos. Os dados dela também estão no site da Polícia Civil, que lista os desaparecidos no Estado.

Segundo o coordenador da Comissão dos Caciques do Litoral de Santa Catarina, Kennedy Karaí, foi registrado um boletim de ocorrência após o desaparecimento da idosa.

— A gente não tem informação se ela saiu com alguém ou se saiu sozinha. Pelo que os familiares nos repassaram, ela estava em casa e no outro dia de manhã, quando foram para a casa dela novamente, ela já não se encontrava mais — relatou.

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Karaí afirmou que também acionou a Funai e a Polícia Federal para informar sobre o desaparecimento de Etelvina.

O que diz a Funai

“A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) informa que segue acompanhando o caso do desaparecimento ocorrido na região de Palhoça (SC) por meio de sua Unidade Técnica Local (UTL) Palhoça e de sua Coordenação Regional (CR) Litoral Sul, prestando apoio aos familiares de Etelvina em tempo integral desde que teve ciência do ocorrido.

Até o momento, a Funai oficiou a Delegacia Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, a Delegacia de Polícia Federal de Florianópolis e o Ministério Público Federal para conhecimento e adoção de providências relacionadas ao desaparecimento, bem como tem prestado suporte na região para que haja acolhimento da comunidade indígena e o devido acionamento dos órgãos competentes de segurança e justiça.

Cabe destacar, entretanto, que a Funai não possui competência investigativa, de forma que atualizações sobre o andamento da investigação, devem ser obtidas com os órgãos de segurança responsáveis.

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A autarquia indigenista reforça seu compromisso com a defesa dos direitos dos povos indígenas e ressalta que tem adotado todas as providências cabíveis relativas ao caso no âmbito de suas competências institucionais”.

Como ajudar

Informações sobre Etelvina podem se repassadas ao SOS Desaparecidos através dos números: (48) 3239-6020(48) 99156-8264(48) 98843-3152.