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    Com movimento 90% menor, postos de combustíveis podem mudar horário de funcionamento nesta semana 

    Decisão deve ser tomada até quinta-feira (26). Apesar do estoque excedente, preços não devem cair 

    23/03/2020 - 11h30

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    Felipe
    Por Felipe Reis
    Preços não devem baixar e horário de atendimento pode reduzir
    Preços não devem baixar e horário de atendimento pode reduzir
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    Os postos de combustíveis da Grande Florianópolis estão vendendo cerca de 90% menos a cada dia por conta da pandemia de CoVid-19. Como a orientação das autoridades sanitárias é ficar em casa para evitar a disseminação do novo coronavírus, a quantidade de veículos circulando caiu e o impacto nas empresas foi imediato. A avaliação é do vice-presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis Minerais (Sindópolis) da Grande Florianópolis, Joel Fernandes, que concedeu entrevista ao Direto da Redação da manhã desta segunda-feira (23).

    - Isso impactou de forma profunda. A grande maioria da população está cumprindo a determinação dos governos e nós sentimos isso diretamente na nossa atividade diária. Um posto que venderia 10 mil litros de combustível normalmente está vendendo mil, dois mil litros no máximo - afirmou.

    Apesar de o movimento ter caído drasticamente, a lei da oferta e da procura não se aplica neste caso e os preços não devem cair. Segundo Fernandes, os postos não vão baixar os preços porque o setor está trabalhando com uma margem bruta “depois de três anos de promoção, vendendo produto até abaixo dos 5%” na Grande Florianópolis.

    Fechamento aos domingos não está descartado

    Para compensar a redução do movimento, o sindicato deve decidir até a próxima quinta-feira se mantém o funcionamento normal dos postos ou se vai reduzir o horário de atendimento ao público, sobretudo daqueles que funcionam durante 24 horas por dia. A possibilidade de não abrir aos domingos e em dias de feriado enquanto durarem as restrições de circulação não está descartada.

    - Nossa ideia é antecipar férias e reduzir o quadro. Mas vamos esperar até quinta-feira para verificar se haverá uma prorrogação das medidas restritivas dos governos.

    Ouça a entrevista completa:

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