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Com poucas doses da pentavalente, municípios podem substituir vacina infantil

Em Florianópolis o último repasse de doses por parte do governo foi de apenas 1600 unidades, enquanto a fila de espera tem 6 mil crianças

14/01/2020 - 14h53

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Vacina pentavalente
(Foto: )

A chegada de 1600 doses da vacina pentavalente em Florianópolis na última sexta-feira (10) não foi suficiente para manter o estoque na rede pública da Capital. Segundo divulgação da prefeitura nesta terça-feira (14), a fila de espera de crianças para a vacina na cidade está em 6 mil, o que fez o repasse ser insuficiente. Todas as doses recebidas já foram distribuídas nos postos de saúde de Florianópolis e, em alguns, o estoque já zerou novamente.

A falta de vacina pentavalente, que tem sido uma rotina em Santa Catarina (assim como em vários Estados do Brasil) fez a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) indicar uma substituição temporária com a vacina DTP (que protege contra difteria, tétano e coqueluche), somada de uma dose da vacina de Hepatite B.

Para a ação de substituição, o Ministério da Saúde também precisou repor os estoques da DTP em Santa Catarina, que estavam vazios. Na semana passada, Florianópolis recebeu 1140 doses da vacina, e a orientação para todos os municípios é que usem a pentavalente até o fim dos estoques e, depois, iniciem a substituição com DTP enquanto não houver novos repasses da pentavalente.

Situação da pentavalente

O último envio do governo federal havia chegado a SC em 25 de outubro do ano passado, com uma remessa de 22 mil doses, mas desde o mês de maio as remessas já vinham sendo menores do que o necessário. O atraso e a irregularidade nos repasses deixou muitas cidades com estoque zerado. Florianópolis, Joinville e Blumenau, as três maiores de SC, por exemplo, ficaram sem doses da vacina entre novembro e a primeira semana de janeiro.

Segundo o Ministério da Saúde, entre junho e dezembro do ano passado a oferta da vacina foi irregular devido a problemas com fornecedores. Um estoque de pentavalente adquirido por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foi reprovado em testes de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por este motivo, as compras com o fornecedor indiano Biologicals E. Limited foram interrompidas e não houve disponibilidade imediata da vacina com outros fabricantes internacionais.

Na semana passada Santa Catarina recebeu 27 mil doses que estão sendo distribuídas entre as cidades. Florianópolis foi um dos primeiros municípios a receber. Segundo as prefeituras locais, Joinville e Blumenau, por exemplo, ainda não receberam as novas doses da pentavalente. Conforme a Dive-SC, a regional de Joinville vai ganhar 2810, enquanto a de Blumenau terá uma remessa de 2700 doses nos próximos dias.

Vacina protege contra cinco doenças

A vacina pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma. Imunizando contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta. Ela faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), desde 2012. As crianças devem tomar três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida.

Em falta na rede pública, a vacina pentavalente pode ser procurada pelos pais na rede particular. Em Florianópolis, conforme consulta feita pela reportagem do NSC Total, cada dose da vacina custa em média R$ 290 nas clínicas privadas.

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