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    Comissão do Senado aprova posse estendida de arma em propriedade rural

    Texto segue para análise do plenário, e expectativa é que votação ocorra ainda nesta quarta-feira

    26/06/2019 - 16h59 - Atualizada em: 27/06/2019 - 19h45

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    Por Folhapress
    Proposta que estabelece toda a extensão do imóvel rural como residência ou domicílio foi aprovada nesta quarta-feira (26) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
    Proposta que estabelece toda a extensão do imóvel rural como residência ou domicílio foi aprovada nesta quarta-feira (26) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
    (Foto: )

    *Ricardo Della Coletta e Daniel Carvalho

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (26), um projeto de lei que garante a posse estendida de armas de fogo em propriedades rurais. A proposta, de autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO) e relatada por Alessandro Vieira (Cidadania-SE), altera o estatuto de desarmamento no ponto em que a norma trata do certificado de registro de arma de fogo.

    A lei atual estabelece que esse certificado autoriza o proprietário a manter a arma "exclusivamente no interior da sua residência ou domicílio". Pela proposta agora avalizada pela CCJ, a permissão fica ampliada para a "extensão do respectivo imóvel rural."

    O texto segue agora para o plenário do Senado. A expectativa é que a votação ocorra ainda nesta quarta-feira.

    O projeto agora endossado pelo colegiado é uma das propostas que o Senado prometeu nos últimos dias votar sobre o porte e a posse de armas de fogo. Trata-se de uma resposta aos decretos sobre o assunto editados pelo presidente Jair Bolsonaro, crítico declarado do desarmamento.

    O Senado derrubou esses decretos na semana passada e a Câmara dos Deputados esteve prestes a referendar a decisão dos senadores. No entanto, diante do risco de nova derrota, Bolsonaro decidiu revogar os decretos, editar novas normativas e enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei sobre o tema.

    Apesar do recuo do Planalto, a decisão do Senado de barrar na semana os decretos de Bolsonaro gerou desgaste dos parlamentares junto à base mais fiel do presidente. Por isso, os senadores costuraram um acordo pelo qual propostas que flexibilizam a posse de armas — menos radicais do que os decretos originais de Bolsonaro — tramitariam na Casa.

    Na sessão desta quarta na CCJ, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi um dos defensores da proposta:

    — Para que as pessoas mais vulneráveis na zona rural, onde muitas vezes a segurança pública não chega, possam se autodefender, através da posse estendida da arma de fogo.

    No entanto, ele disse que o Senado fez certo ao barrar os decretos de Bolsonaro:

    — Não se pode alterar lei federal por decreto.

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