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    Como fica o mundo do trabalho pós-pandemia? 

    Conceito de “novo normal” traz a tecnologia para mais perto das rotinas de trabalho 

    03/07/2020 - 09h59 - Atualizada em: 10/07/2020 - 10h20

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    Estúdio
    Por Estúdio NSC
    Como fica o mundo do trabalho pós-pandemia?
    (Foto: )

    No dia 11 de março deste ano, a OMS declarou que o mundo estava vivendo a pandemia do novo coronavírus. Neste mesmo dia, a vida de todos mudou. O trabalho mudou. O ensino mudou. As relações pessoais mudaram. A pandemia traçou uma linha divisória entre o passado e o futuro, e tudo isso reflete no presente.

    Com o objetivo de entender o que esperar desta realidade chamada por muitos de o “novo normal”, a Unisul traz uma série de matérias construídas com a ajuda dos especialistas da instituição e professores de diversas áreas de conhecimento. Qual será o novo normal no mundo do trabalho? O que vai mudar na educação? O que as pessoas vão consumir a partir de agora? Como será o dia a dia nas cidades?

    Hoje, o mundo do trabalho pós-pandemia está em foco.

    O que vai mudar no mundo do trabalho após o isolamento social?

    Trabalho remoto, profissionais vistos como pessoas que vivem em um determinado contexto, responsabilidade social como requisito para uma empresa relevante: esses são alguns exemplos que já davam sinais de mudança antes mesmo do isolamento e prometem virar realidade a partir de agora.

    Durante a pandemia, boa parte da população teve que trabalhar em casa, conciliando as obrigações profissionais com as tarefas domésticas e, em muitos casos, dividindo a atenção entre o computador e os filhos. A tendência é que muitas empresas continuem optando por essa forma de trabalho para evitar deslocamentos e aglomerações, preocupação que tende a continuar mesmo depois da pandemia, valendo-se da tecnologia, que permitirá o trabalho e o contato com os colegas, mesmo a distância.

    Se isso acontecer, o contexto em que cada colaborador — em que cada pessoa — vive precisará ser considerado. E essa cultura de empatia precisa começar onde a profissão começa: na universidade.

    Como o ensino superior vai acompanhar as mudanças?

    O trabalho começa na sala de aula. Se o trabalho está mudando, a sala de aula também precisa mudar.

    — A partir de agora, haverá uma valorização do ensino digital de qualidade. A simples fabricação de diplomas pelo tradicional EAD sem vínculo com a vida dos estudantes e com o contexto em que as pessoas vivem não terá futuro — afirma o Reitor da Unisul, Prof. Mauri Luiz Heerdt.

    Ele acredita que uma grande mudança no ensino superior se dará com a tecnologia.

    — Podemos estar a qualquer tempo, em qualquer espaço, ou estar ao mesmo tempo em vários espaços. Na escola, isso ainda era restrito a um grupo de professores. Hoje, todos os professores tiveram que se reinventar — aponta.

    Assim como os professores, alunos e empresas precisam acompanhar essa mudança de comportamento.

    Empresas e universidades atuando em conjunto

    Como levar as mudanças que ocorrem nas empresas até as salas de aula? Por meio do diálogo e da troca de experiências e conhecimento entre empresas e estudantes.

    — O grande desafio é a reconfiguração do próprio conceito de sala de aula. Vamos conseguir trabalhar as novas exigências quando a própria empresa se transformar em sala de aula. Caso contrário, viveremos em eterno distanciamento entre aquilo que a empresa precisa e o que a escola ensina — explica Heerdt.

    Em relação a isso, ele conta que, na Unisul, já estão sendo implementados projetos que visam integrar empresa e universidade.

    — Não existe mais tempo específico para estudar e outro para trabalhar. Formação e trabalho nos acompanharão a vida toda — complementa Heerdt .

    Digitalização: a chave da mudança

    Praticamente tudo que mudará a partir de agora terá como chave a tecnologia e o meio digital. Estamos caminhando em direção a um mundo totalmente digitalizado. Ao contrário do que se pensava antes, que a tecnologia nos afasta, o “novo normal” vem para provar que ela nos une.

    Nesse mundo digitalizado e de grandes oportunidades de trabalho remoto, não vai mais importar tanto onde se está. O diferencial serão as competências profissionais, a forma como se lida com o trabalho e com os outros.

    — Não há mais possibilidade de separar a tecnologia da vida das pessoas. Precisamos olhar a tecnologia a partir do bem que ela faz, do humanismo presente nela e da eficiência que ela pode proporcionar aos processos — diz Heerdt.

    Não temos como prever o futuro, mas com as mudanças que estamos vendo no presente, é possível ter uma ideia do que nos espera. O que fica claro até agora é que, se caminharmos ao lado dos professores e de mãos dadas com a tecnologia, sobreviveremos às mudanças.

    Leia também: Quais são as profissões do futuro e como se preparar para elas

    Para saber mais sobre o que esperar do futuro, acesse o canal Mundo Pós-Pandemia e informe-se!

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