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    Como ficam consultas do pré-natal, exames e amamentação em época de coronavírus

    Ginecologista obstetra fala sobre protocolo sugerido para grávidas e puérperas durante a pandemia de COVID-19

    25/03/2020 - 13h21 - Atualizada em: 25/03/2020 - 13h22

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    gravidez
    Na gravidez de alto risco, cronograma de pré-natal deve ser mantido
    (Foto: )

    Em função do novo coronavírus (COVID-19), as rotinas médicas de gestantes ou de mulheres que deram à luz recentemente têm passado por mudanças. Também surgem dúvidas em relação à amamentação caso a mãe fique doente, e que não deve ser interrompida segundo a ginecologista obstetra Sandra Manenti. Como cada caso é único, o diálogo entre paciente e médico é a melhor medida a ser tomada nesse momento, orienta a profissional.

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    Por questão fisiológica e adaptação do próprio corpo, as gestantes têm menos defesa contra vírus de acordo com a médica. Em relação ao COVID-19, mulheres grávidas não são consideradas grupo de risco, como ocorre no caso do H1N1. Como a epidemia é recente, ainda não se sabe que tipo de repercussão pode ocorrer, ou não, no feto de uma gestante que se infectou no início da gestação, por exemplo.

    O pré-natal, que é o atendimento à mulher por profissionais da saúde durante toda a gestação, deve ser respeitado nos casos de gravidez de alto risco. Sandra recomenda que o cronograma de consultas e exames seja mantido, conforme orientação do médico.

    - Neném de baixo peso, diagnóstico de pré-eclampsia, diabetes, é preciso manter o pré-natal. Descuidar nesse momento pode trazer um problema muito maior do que o risco do coronavírus - alerta.

    Para a gestante de baixo risco, com exames em dia, suplementação de vitaminas e demais cuidados, é melhor evitar sair à rua nesse momento. Por telefone, ela pode conversar com o obstetra e avaliar se é possível pular, pelo menos esse mês, a rotina de pré-natal, sugere Sandra.

    No caso de outras intercorrências médicas como uma infecção urinária, dores ou outros desconfortos, a orientação é consultar o médico ou procurar um hospital com plantão obstetrício. Mais uma vez, Sandra reforça que se puder ficar em casa e resolver a questão com orientações do profissional por telefone, melhor.

    Pacientes em final de gestação, que precisam fazer visitas semanais ao médico em alguns casos, também devem definir o que fazer em conjunto com o profissional. Ao apresentar sinais gripais, os postos de saúde estão orientados a priorizar o atendimento às gestantes, conforme o protocolo de manejo clínico do COVID-19 na atenção primária à saúde, divulgado pelo Ministério da Saúde na semana passada.

    Amamentação deve ser mantida

    A mulher que amamenta, se estiver com coronavírus, deve parar de colocar o bebê no peito? A resposta da médica é não, assim como a orientação do Ministério da Saúde. O leite materno não é somente alimento, mas fonte de vitamina, auxilia na imunidade do bebê e ainda estreita laços afetivos. A separação só deve ocorrer se a condição clínica da mãe evoluir mal, e sob orientação médica.

    - Se parar de amamentar, vai tirar a comida e também a defesa do bebê, anticorpos que a mãe passa para ele, não somente contra o coronavírus mas contra diversas doenças. Se forem afastados, são dois riscos: o bebê ficar sem alimentação adequada e ficar isolado da mãe, o que implica na questão afetiva - explica.

    Atendimento prioritário

    O Ministério da Saúde reforça que a dada a letalidade mais elevada do coronavírus entre as pessoas com 60 anos ou mais, eles são prioridade no atendimento. Além deles, pessoas com doença crônica, gestantes e puérperas devem também estar entre os atendimentos prioritários. Mesmo não apresentando risco elevado para o COVID-19, gestantes e puérperas apresentam maior risco de gravidade se infectadas por Influenza.

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