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    Como funciona uma vacina?

    Infografia mostra um panorama geral sobre nossas defesas naturais e as vacinas

    09/05/2020 - 07h00 - Atualizada em: 21/08/2020 - 11h00

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    Por Ben Ami Scopinho
    Por Ângela Prestes
    vacina
    (Foto: )

    Nosso corpo possui um sistema de defesa que foi se adaptando e aprimorando ao longo da expansão humana pelo planeta. E, mesmo com toda a eficiência, um vírus ou bactéria desconhecidos pelo organismo pode significar uma nova doença para a qual não há cura.

    Então, é fundamental que nosso "banco de dados biológico" seja atualizado de tempos em tempos, e os esforços humanos ajudam muito neste sentido. O desenvolvimento de uma vacina não somente estimulam a resposta imune, mas também permite controlar futuras invasões do mesmo tipo de microorganismo.

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    Enquanto cientistas de todo o mundo buscam uma vacina para a Covid-19, confira a seguir um panorama geral sobre nossas defesas naturais e as vacinas:

    SISTEMA IMUNOLÓGICO
    O corpo humano possui uma enorme quantidade de células e moléculas que localizam, destroem ou inativam invasores que causam infecções e tumores. Conheça as estrututuras de defesa mais importantes:
    LINFONODOS
    São responsáveis pela filtragem de substâncias tóxicas e eliminação de vírus e bactérias. Ligados pelos vasos linfáticos, são mais de uma centena de estruturas espalhadas pelo corpo, mas com concentração no pescoço, axilas e virilha.
    TIMO
    É aqui onde amadurecem os linfócitos T, células que orquestram a resposta imune adquirida.
    BAÇO
    Multifuncional, faz a filtragem, produção de glóbulos brancos e destruição de velhas células sanguíneas, além de reserva de sangue.
    PLACAS DE PEYER
    Localizadas no interior do intestino delgado, as placas impedem que microorganismos atravessem a parede intestinal e contaminem outras áreas do corpo.
    MEDULA ÓSSEA
    É no interior dos ossos que é produzida a maioria dos glóbulos brancos para combater os microorganismos, linfócitos (que produzem substâncias para destruir vírus e bactérias) e os macrófagos (que destroem os intrusos).

    Conheça o processo de produção da vacina

    A VACINA
    As vacinas são preparadas a partir de microorganismos (bactérias ou vírus) modificados em laboratório, de forma a perderem a capacidade de provocar a doença.
    IDENTIFICAÇÃO
    Para a vacina, são usados microorganismos inteiros ou partes dele. O antígeno é a parte específica do vírus ou bactéria que as células de defesa reconhecem.
    REPRODUÇÃO
    Biorreatores são os equipamentos onde os microorganismos são multiplicados em grande quantidade.
    PURIFICAÇÃO
    É nesta etapa que os microorganismos são enfraquecidos ou mortos.
    FORMULAÇÃO
    Consiste na adição de componentes para obter a imunogenicidade ideal, com vista à futura administração.
    TESTES EM ANIMAIS
    Inicia-se com camundongos infectados e outros animais. Posteriormente em primatas e, finalmente, em humanos. O objetivo nesta etapa é descobrir se a vacina é segura e se está estimulando adequadamente a resposta imune.
    APLICAÇÃO EM HUMANOS
    A vacina é aplicada em um pequeno grupo de humanos. Mais tarde eles terão contato com o vírus ou bactéria para testar a eficiência da vacina.
    APLICAÇÃO EM GRUPO MAIOR
    Aumenta-se o número de pessoas em teste. O processo é o mesmo: aguardar que as pessoas sejam infectadas e descobrir se ficaram protegidas contra o vírus.
    PROCESSO INDUSTRIAL
    Uma vez comprovada a eficácia, a vacina passa a ser produzida em escala industrial. O processo de elaboração até a produção pode demorar até dois anos.
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    Uma vez comprovada a eficácia, a vacina passa a ser produzida em escala industrial. O processo de elaboração até a produção pode demorar até dois anos.
    A VACINA NO CORPO HUMANO
    O objetivo da vacina é estimular o corpo a produzir uma resposta imune (anticorpos e células T) sem que ele precise ter ficado doente antes
    Vírus ou bactérias mortos ou enfraquecidos
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    Assim que a vacina entra no corpo, ela simula uma leve infecção, estimulando o sistema imunológico.
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    O estímulo causado pela vacina atrai células com sensores que reconhecem os microorganismos. As especialistas nesta função são as células dendríticas.
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    As células dendríticas saem de onde estiver a infecção levando partes do microorganismo para os órgãos linfóides secundários (baço e linfonodos, dentre outros), onde são apresentados para o resto do sistema imunológico.
    Ingerindo o antígeno
    Fragmentando o antígeno
    Apresentando o antígeno para um linfócito T
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    Com a devidas informações sobre o invasor, as células T e B são ativadas e se deslocam pelo corpo, iniciando o processo de identificação e eliminação dos invasores que contém esse antígeno específico.
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    Nosso sistema imunológico fica com o registro dos vírus e bactérias, o que permite controlar futuras invasões com o mesmo tipo de microorganismo antes que a doença se manifeste. A isso chamamos de imunidade.
    INFOGRAFIA: Ben Ami Scopinho, NSC Total
    DESENVOLVIMENTO WEB: MAIARA SANTOS
    COLABORAÇÃO: LABORATÓRIO DE IMUNOBIOLOGIA, PROF DR. DANIEL MANSUR, UFSC

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