O sumiço de uma mulher em Blumenau sensibilizou a internet na última semana. A jovem, grávida e com um filho de um ano, estava há mais de 20 dias sem fazer contato com a família. A preocupação era de que ela tivesse sido vítima de um crime e um boletim de ocorrência chegou a ser registrado. O que não se sabia, naquele momento, é que o desaparecimento foi proposital, por medo de ser morta.
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O caso trouxe à tona a importância da rede de proteção a vítimas de violência doméstica. Quando o sumiço começou a ganhar repercussão, uma verdadeira força-tarefa se mobilizou para encontrá-la. Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores, OAB Por Elas e Rede Catarina da Polícia Militar iniciaram uma troca de informações que ajudou a chegar ao paradeiro da gestantes e do filho.
Ela estava em segurança, mas não tinha conseguido fazer contato com os parentes para revelar o que estava acontecendo. Nem autoridades foram informadas do “desaparecimento proposital”. Esse, aliás, é um ponto de cadeia de proteção que precisa ser aprimorado. As autoridades deveriam ter sido alertadas da decisão, até para poder lhe garantir mais segurança e assistência.
Tudo só se revelou apenas quando a jovem´, do Sergipe, foi encontrada. O local é mantido em sigilo.
“Ambos foram encontrados em local seguro, que não será divulgado por questões de preservação e segurança, e passam bem. A família também já foi avisada e tranquilizada. A Polícia Militar informa, por fim, que segue acompanhando o caso por meio da Rede Catarina, reforçando seu compromisso com a preservação da ordem pública e a proteção da vida”, diz nota da PM sobre o caso.
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Toda a mobilização da rede tem um objetivo, explica a vereadora Cristiane Loureiro, à frente da Procuradoria da Mulher na Câmara de Blumenau. Ela diz que os órgãos estão empenhados para evitar feminicídios na cidade. No ano passado, a cidade não registrou o assassinato de nenhuma mulher, enquanto em toda SC foram pelos 48 casos de janeiro a novembro de 2025.

