Santa Catarina segue consolidada como a principal potência brasileira da suinocultura. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de junho mostram que o estado liderou novamente o abate de suínos no país durante o primeiro trimestre de 2026, reforçando a importância do agronegócio catarinense para a economia nacional. Grande parte desse desempenho é impulsionada pelo Oeste catarinense.
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Segundo a pesquisa trimestral da pecuária do IBGE, o Brasil registrou o abate de 15,27 milhões de suínos entre janeiro e março deste ano, o maior resultado já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica. Desse total, 28,1% dos animais foram abatidos em Santa Catarina, mantendo o estado na liderança nacional, à frente do Paraná (20,9%) e do Rio Grande do Sul (17,8%).
Os números também apontam crescimento do setor. Em comparação com o mesmo período de 2025, o abate de suínos no Brasil aumentou 5,5%, enquanto o peso das carcaças produzidas alcançou 1,43 milhão de toneladas, avanço de 6,9% na mesma comparação.
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Oeste catarinense lidera produção estadual
Grande parte desse desempenho é impulsionada pelo Oeste catarinense, região considerada o principal centro da suinocultura brasileira. Estudos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepa) apontam que aproximadamente 79% da produção estadual de suínos está concentrada no Oeste do estado, onde se encontram algumas das maiores cooperativas e agroindústrias do país.
A região também abriga um dos maiores e mais modernos complexos frigoríficos de suínos do Brasil, localizado em Chapecó. A unidade da Aurora Coop tornou-se referência nacional pela capacidade de processamento, geração de empregos e participação nas exportações brasileiras de carne suína.
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Cadeia produtiva movimenta bilhões
Além da liderança no segmento de suínos, Santa Catarina ocupa posição de destaque na produção de frangos. O levantamento do IBGE mostra que o estado respondeu por 13,3% do abate nacional de aves no primeiro trimestre de 2026, ficando atrás apenas do Paraná.
O desempenho catarinense é atribuído à combinação de fatores como sanidade animal reconhecida internacionalmente, sistema cooperativista consolidado, investimentos em tecnologia e integração entre produtores e agroindústrias.
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Com os dados mais recentes do IBGE, Santa Catarina reafirma sua condição de protagonista na produção nacional de proteínas animais, enquanto o Oeste continua sendo o principal motor desse crescimento, concentrando investimentos, produção e industrialização que abastecem o mercado interno e as exportações.
Como é um dos maiores complexos frigoríficos de suínos do BR
Instalada em Chapecó, a Aurora Coop opera um dos maiores complexos frigoríficos de suínos do Brasil e desempenha papel fundamental na liderança de Santa Catarina no setor. A cooperativa reúne milhares de produtores integrados, gera milhares de empregos diretos e indiretos e tem forte participação nas exportações brasileiras de carne suína. Sua estrutura industrial e capacidade de processamento ajudam a consolidar o Oeste catarinense como o principal polo da suinocultura nacional, contribuindo significativamente para os números que colocam o estado na liderança do país.
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