O empresário Luciano Hang usou as redes sociais para relembrar o episódio em que um prato de aproximadamente R$ 24 travou uma obra milionária da Havan por seis meses. O caso, apontado por ele como um exemplo de quanto a burocracia atrasa o Brasil, ocorreu na cidade gaúcha de Rio Grande.
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— Encontraram um prato de cerâmica e acharam que era um artefato indígena. Resultado? A obra ficou parada por 150 dias. No final, descobriram que era apenas um prato comum — conta.
Hang diz no vídeo que conseguiu provar ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se tratar de um prato da marca catarinense Oxford, vendido no site da Havan por um valor médio de R$ 24. A peça teria sido usada durante um ritual religioso feito no local, segundo o empresário.
Veja linha do tempo da evolução da Havan
“Atrasômetro”
Ele colocou uma placa do “atrasômetro” no local, em 31 de outubro de 2019. Quando o mal-entendido foi resolvido, a construção da loja pôde começar. Embora o investimento não tenha sido divulgado, Hang sempre cita na gravação que cada nova unidade custa cerca de R$ 100 milhões para sair do papel.
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— Foram meses de trabalho interrompido por um erro que poderia ter sido resolvido com mais agilidade e bom senso — afirmou Hang nas redes sociais.
A loja, de número 162, foi finalmente inaugurada em 29 de julho de 2021.
— O Brasil precisa urgentemente de menos burocracia e mais eficiência. Precisamos nos espelhar no que dá certo. Costumo dizer que a burocracia é a mãe da corrupção e uma das grandes responsáveis pelo atraso do nosso país — diz o empresário de Brusque.
















