As obras do Terminal de Uso Privado (TUP) da Coamo já têm cronograma definido para começar em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina. A construção está prevista para iniciar em 2027, com a entrada em operação estimada para 2030. Entre as novidades do oitavo porto de Santa Catarina estão as correias transportadoras enclausuradas, que devem reduzir o impacto ambiental na região e preservar as cargas que passarem pelo terminal.
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Como funcionam as correias enclausuradas
As correias transportadoras enclausuradas vêm ganhando espaço como solução para tornar o transporte de cargas mais eficiente e ambientalmente seguro. Utilizadas principalmente na movimentação de granéis sólidos, como grãos, fertilizantes e minério, essas estruturas funcionam como esteiras industriais instaladas dentro de dutos fechados.
O sistema começa no ponto de alimentação, onde a carga é despejada por meio de silos, por exemplo. A partir daí, uma correia contínua, acionada por motores e apoiada em roletes, conduz o material ao longo do trajeto até o destino final, que pode ser um armazém ou outro sistema de transporte.
O diferencial está no enclausuramento da correia. A estrutura fechada impede a dispersão de poeira e partículas durante o transporte, além de proteger a carga contra intempéries como chuva e vento.

Um estudo apresentado no Congresso Nacional Integra Portos (CNIT), feitos pelos profissionais Andressa Santalla de Sousa, Mariana Rodrigues Rabachini de Brito e Álvaro Camargo de Prado — da Faculdade de Tecnologia (Fatec) —, confirmou que as correias transportadoras enclausuradas desempenham um “papel vital na redução dos impactos ambientais e na preservação do ar“.
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“Elas impedem o derramamento de materiais, contendo o pó gerado pelo transporte de produtos a granel e evitando sua dispersão no entorno. […] A redução da dispersão de partículas no ar ajuda a preservar os ecossistemas locais e reduz a poluição do ar”, diz a pesquisa.
Quais cargas devem passar pelo porto
O porto será construído em uma área de 43 hectares e terá quatro terminais. Segundo a Coamo, um será destinado a grãos e farelos, outro para fertilizantes, um terceiro para líquidos e o quarto para gás liquefeito de petróleo (GLP).
A exportação de grãos, da produção da própria Coamo, será a principal atividade do terminal, com movimentação de sete milhões de toneladas por ano, em plena operação. A capacidade do porto chegará a 10,9 milhões de toneladas, com as demais cargas.
Como será o embarque dos navios
O TUP Coamo terá três berços de atracação, em píer com estruturas de lajes sobre estacas, em local de maior profundidade. A estrutura reservada para exportação de grãos será de maior porte, com capacidade para navios New Panamax. São cargueiros com até 366 metros de comprimento.
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Os outros dois berços serão destinado para importação de fertilizantes e manuseio de combustíveis (derivados do petróleo, como combustíveis líquidos e GLP), e vão operar com cargueiros Panamax.
O acesso dos caminhões será pela Estrada municipal José Alves, com rota para a BR-101 — por meio da SC-416. A rodovia estadual deverá ser duplicada pelo governo do Estado. Para a via municipal, a prefeitura tem planos de ampliação.
O porto terá investimento de R$ 3 bilhões e deve levar cerca de três anos para ficar totalmente pronto.
Como deve ser o porto
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