Investir no mercado imobiliário segue como uma das principais estratégias para construir e preservar patrimônio, principalmente no longo prazo, sendo ainda uma proteção natural contra a inflação, devido à valorização nos preços dos imóveis e nos aluguéis cobrados. Em mercados com alto potencial de valorização, como o litoral catarinense, buscar assimetrias de preços, antecipar melhorias em determinadas regiões e entender as mudanças no perfil do consumidor são algumas das formas de obter lucros ainda maiores.
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É com esse objetivo que o Floripa Invest, comunidade de investidores, empresários e pessoas interessadas no mercado imobiliário da Grande Florianópolis, vai realizar dois encontros em 2026, um deles ainda no primeiro trimestre, após o lançamento das atividades em dezembro do ano passado. A criação do hub de investidores que discute finanças, economia e o mercado imobiliário é uma iniciativa da Dimas Construções, referência no Estado com quase 50 anos de atuação.
O Floripa Invest conecta investidores, promove o relacionamento e avalia estratégias para encontrar oportunidades escondidas nesse mercado. Ainda, analisa métricas, traz especialistas para abordar possíveis cenários, movimentos macroeconômicos, influências de fatores internos e externos, colaborando para a qualificação do mercado imobiliário como um todo.
O primeiro encontro da comunidade, realizado em dezembro na Casa Dimas, em Florianópolis, reuniu investidores e especialistas no mercado imobiliário e em investimentos em geral, incluindo Leonardo Mendes, Estrategista-chefe da JB3 Investimentos, Marcos Brito, Head de Renda Fixa da XP Investimentos, e o consultor e CEO da Prospecta, Cristiano Rabelo.
Em mercado valorizado, investidor busca assimetrias para lucrar mais
O município de Florianópolis possui o 5º metro quadrado mais valorizado do país, com R$ 12.864, segundo o índice Fipe ZAP, que calcula índices de venda e aluguel para mais de 50 cidades brasileiras, atrás somente de Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC), Vitória (ES) e Itajaí (SC).
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A variação acumulada em 12 meses finalizados em janeiro foi de +8,71%, acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que registrou incremento de 4,31% no mesmo período, e do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que acumulou deflação de 0,91% no ano, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Mesmo que acima da taxa de inflação, a média da valorização dos imóveis do município fica abaixo de investimentos atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que possuem remuneração que varia de acordo com a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), hoje em 15%.
O retrato da média, no entanto, não demonstra as oportunidades disponíveis para quem entende o mercado de forma mais profunda. Nos bairros mais consolidados, como Agronômica e Centro, cujos valores por metro quadrado são de R$ 15.266 e R$13.744, o aumento nos preços foi de +8,7%% e +10,3%, sequencialmente, mas estes bairros estão com o valor por metro quadrado mais valorizado, segundo o índice Fipe Zap de janeiro.
Assim, para superar índices médios, visando encontrar lacunas diante da maior competição no mercado imobiliário local, o investidor precisa entender os novos perfis de consumidor e nichos familiares, como jovens, nômades digitais, casais sem filhos, pessoas que buscam maior comodidade em ambientes de lazer entre outros.
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O cliente segue como protagonista. Essas particularidades abrem oportunidades e devem ser levadas em consideração por empreiteiras, construtoras e investidores para que os produtos oferecidos atendam às necessidades de um público mais exigente e com novas demandas.
Redução nos juros pode ser gatilho positivo
Com a expectativa de queda na taxa Selic neste ano, o mercado imobiliário brasileiro pode ser beneficiado, pois o crédito fica mais barato, o que tende a elevar a demanda. Entre os efeitos da redução nos juros, estão a diminuição nas parcelas dos financiamentos e aumento no valor máximo para aquisição de imóveis por parte das famílias. Além disso, diminui o custo de oportunidade de alocar em outros mercados, como títulos do Tesouro ou em CDBs que pagam taxas atrativas na renda fixa, por exemplo.
De acordo com o último Boletim Focus do Banco Central, que serve como um termômetro de mercado a partir das estimativas de economistas para os principais indicadores macroeconômicos, a Selic pode chegar a 12,25% ao final de 2026.
Ainda que em dois dígitos, a redução na taxa, ou uma sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de que deve cortar os juros, pode impulsionar o mercado nos próximos meses – o que reforça a necessidade do investidor de antecipar esse movimento e não deixar para depois dos cortes, quando os ativos estiverem reprecificados.
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