Os primeiros meses do ano podem ser desafiantes para o orçamento das famílias brasileiras, principalmente por conta do acúmulo de gastos. Normalmente, as despesas das festas de fim de ano se acumulam em compromissos, como Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), material escolar e contas de energia mais altas. Para evitar endividamento, o planejamento financeiro é a principal ferramenta, conforme orientam os especialistas da Viacredi.
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Uma das melhores dicas para enfrentar esses períodos sem complicações é bem simples e faz toda a diferença: anotar todas as contas. Mapear de forma detalhada todas as despesas permite visualizar compromissos financeiros e definir prioridades de pagamento. Segundo César Rozanski, coordenador de Crédito da Viacredi, esse levantamento inicial faz diferença na tomada de decisões.
— Com as contas devidamente anotadas, é possível ter uma visão mais clara do que pode ser parcelado e do que vale a pena pagar à vista — orienta o especialista.
Ao lado do consultor financeiro Klaus Sigolf, Ronanski participou do primeiro Viacast do ano, e desta vez, o podcast da instituição teve como foco a organização financeira. Juntos, os especialistas comentaram os maiores desafios do início do ano e passaram orientações práticas para que as famílias consigam passar por momentos de instabilidade com mais equilíbrio.
Segundo os especialistas, depois de fazer um inventário dos gastos previstos e das despesas já comprometidas, como parcelas de presentes, férias e contas típicas do fim de ano, a recomendação é analisar cada item com atenção. O objetivo é identificar quais pagamentos oferecem desconto para quitação à vista e quais podem ser parcelados sem comprometer o orçamento.
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— Algumas prefeituras permitem o parcelamento do IPTU, enquanto outras oferecem descontos para pagamento à vista. No caso do material escolar, muitas papelarias, cientes do aperto financeiro das famílias, trabalham com parcelamento sem juros — explica Klaus Sigolf.
Endividamento das famílias segue elevado
O alerta dos especialistas vai ao encontro de uma necessidade nacional, já que dados recentes da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo apontam dificuldades financeiras para os brasileiros. Segundo a entidade, cerca de 80% das famílias do país estão com dívidas. Esse é o maior patamar desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), iniciada em 2010.
Diante desse cenário, quando o orçamento não fecha mesmo após o mapeamento das despesas e a reorganização dos pagamentos, o crédito pode surgir como alternativa. Nesse momento, o cuidado deve ser redobrado para evitar juros altos, que podem piorar a situação.
Klaus alerta que, antes de recorrer a esse recurso, é necessário avaliar com atenção as taxas de juros. A recomendação é evitar o uso do cartão de crédito rotativo e do cheque especial, modalidades conhecidas pelos juros elevados e pelo risco de transformar dívidas pequenas em um problema maior.
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— O ideal é buscar linhas de crédito com taxas mais baixas e prazos definidos, sempre com a consciência de que o empréstimo precisa caber no orçamento— reforça.
Para os especialistas, planejamento, informação e disciplina são as principais ferramentas para atravessar o início do ano com mais tranquilidade financeira.
Sobre a Viacredi
Maior cooperativa de crédito do Brasil em número de cooperados, a Viacredi é uma cooperativa Ailos. A instituição conta com mais de 1 milhão de cooperados, atuando em 28 municípios de Santa Catarina e Paraná. Ainda, tem 112 postos de atendimento e mais de 2 mil colaboradores.
A cooperativa soma mais de R$ 16 bilhões em ativos, R$ 9,3 bilhões em operações de crédito e R$ 11,8 bilhões em depósitos totais. Constituída em 1951, a Viacredi tem como propósito unir pessoas para transformar vidas, com compromisso com os princípios cooperativistas, cooperados e comunidades onde está presente.
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