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BBB de Joinville

Conheça a Dance House, reality de influencers do Festival de Dança de Joinville

Doze participantes estão confinados dentro de uma casa na área rural de Joinville desde o dia 28 de setembro

05/10/2021 - 06h43

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Por Sabrina Quariniri
Iniciativa acontece desde o dia 28 de setembro e vai até o dia 6 de outubro, a noite de abertura
Iniciativa acontece desde o dia 28 de setembro e vai até o dia 6 de outubro, a noite de abertura
(Foto: )

A “casa mais vigiada do Brasil” ganhou sua versão joinvilense adaptada a um formato exclusivo para prestigiar o Festival de Dança de Joinville: a Dance House, um reality de influenciadores da música. A iniciativa acontece desde o dia 28 de setembro e vai até o dia 6 de outubro, na noite de abertura da 38ª edição do principal espetáculo da maior cidade catarinense.

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O projeto, idealizado pelo Instituto Festival de Dança em parceria com a Millennium Cia de Dança, nasceu com o objetivo de confinar doze participantes de cidades, culturas e estilos musicais diferentes para viver a dança em sua forma intensa, com gravação de conteúdos, entrevistas, desafios e workshops.

Thurbo Braga, da Millennium, é responsável pelas atividades na casa e está diariamente vivendo esta experiência junto aos participantes. Ele conta que, diferente da maioria dos realitys, não ocorre eliminações neste formato trazido para Joinville e os dançarinos podem ficar com seus celulares, principalmente para a criação de conteúdos, e têm acesso a notícias, por exemplo, mas não podem, jamais, sair da casa.

- O que nos impulsionou trabalhar desta forma, foi a pandemia, já que a ideia era estar confinado, todos ficam presos aqui, para criar conteúdos e postar nas redes - explica Thurbo.

Rotina

Às 8h, os influencers tomam café da manhã e iniciam o dia com uma reunião, para planejar as atividades do dia - seja para criação de coreografias de músicas que estão estourando na internet, conteúdo para os seguidores ou publicidades para os patrocinadores da Dance House. 

Além disso, os dançarinos recebem oficinas práticas ministradas por Thurbo para dar um “up” em suas redes sociais, participam de confraternizações e até brincadeiras, como batalhas all style entre dançarinos de diferentes gêneros musicais, unindo balé clássico e hip hop, por exemplo.

Na casa, os participantes são divididos em quatro pessoas por quarto e contam com acesso a salas de maquiagem, de vídeo e jantar. Thurbo conta que, para não ser necessário sair da casa, que fica localizada na área rural de Joinville, o local já conta com mantimentos para os nove dias que ficarão confinados. Lá dentro, os participantes recebem convidados especiais. No primeiro dia de casa, Ohana, dançarina da cantora Anitta, marcou presença.

Deivison Garcia, assistente Executivo do Instituto Festival de Dança, afirma que, a partir desta vivência, a ideia é de que os participantes aprimorem sua ligação tanto com a dança quanto com as câmeras, aperfeiçoando atividades que já fazem parte de seu cotidiano e espalhem ainda mais sua paixão pelos palcos.

Os participantes foram escolhidos por uma seletiva que avaliou o desempenho de cada um nas famosas dancinhas do tik tok. Antes de entrarem na casa, os selecionados realizaram testes de Covid-19.

Os interessados podem acompanhar ao “BBB de Joinville” por meio das contas do Instagram da Millennial e do Festival de Dança, além da perfil no tik tok da Dance House ou pelos perfis dos próprios dançarinos. 

- Eles foram escolhidos pelas suas habilidades como bailarinos e também pelos seus diferentes conhecimentos com a dança, para que a vivência na casa pudesse ser uma troca entre gêneros, ritmos e experiências - pontua Garcia.

O objetivo é “hypar”

Com participantes da Paraíba, Ceará, Amapá, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, o objetivo é “hypar” na internet. A palavra, pouco conhecida entre a geração X, tem sido bastante utilizada no mundo virtual e significa ter repercussão, ou seja, bombar nas redes sociais.

Atualmente com 53 anos, o novo verbo passou a fazer parte do vocabulário de Thurbo Braga lá no início da pandemia da Covid-19. Ele conta que sua empresa, a Millennials, dava workshops e aulas de dança, mas se obrigou a parar as atividades por causa das medidas de restrição adotadas pelos governos para conter a propagação do vírus. Foi aí então que surgiu a ideia de trabalhar pela internet com influenciadores da dança, ideia até então inovadora no país.

“Quando passamos pras redes, fazendo vídeo e com intuito de estourar músicas que achavam improvável que iria fazer sucesso, passamos a ganhar dinheiro com isso. Uma música que já estava no Youtube, um influencer nosso usou no tiktok e coreografou. A galera passou a assistir e as visualizações aumentaram. Em seguida, os artistas vieram atrás da dancinha challenge da minha coreografia - lembra. 

Thurbo, que já é velho conhecido do Festival de Dança com grupo pentacampeão no evento e título de melhor companhia conquistado em 2007 nas categorias sênior e avançado, diz que os participantes da casa estão ansiosos para a noite de estreia. A ideia é que, no dia 6, todos saiam direto da Dance House com destino ao Cau Hansen, para prestigiar as apresentações. 

Lá, ele afirma que terá um espaço digital reservado para que os dançarinos possam atender aos fãs. A ideia deste ano deu tão certo que, segundo ele, deve se repetir nas próximas edições do evento.

- Vamos querer repetir. A casa é uma oportunidade também para empresas divulgarem seus trabalhos. Todos eles têm milhões de seguidores e estão por dentro de tudo o que está acontecendo. A ideia é se manter atualizado - pontua.

Além desta novidade da Dance House, esta edição do festival contará com outra estreia: o formato híbrido. Para Deivison Garcia, assistente executivo do Instituto Festival de Dança, após um ano sem a realização do evento, a expectativa é positiva.

- A sensação é realmente da dança voltando ao movimento, à vida. A qualidade técnica e artístistica é a mesma dos anos anteriores. Teremos bailarinos que já são veteranos no festival assim como companhias estreantes. E o curioso é que, mesmo com o formato híbrido, mais de 90% dos grupos optaram por vir presencialmente. Isso mostra a sensação única que é dançar no Festival de Dança de Joinville. Uma energia que voltará restaurada nessa edição - define Garcia. 

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