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    Conheça alguns mitos sobre a enxaqueca

    Alimentação balanceada e exercícios físicos ajudam a atenuar a dor de cabeça

    14/05/2014 - 12h38 - Atualizada em: 14/05/2014 - 13h31

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    Por Redação NSC
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    Enjoo, vômito, visão embaçada, tontura, formigamentos ou sensibilidade excessiva à luz, ao som ou ao movimento. Todos esses sintomas podem ser consequência de uma enxaqueca, um tipo de cefaleia (dor de cabeça). Sua dor é resistente aos analgésicos e, geralmente, é muito forte e persistente, podendo durar por mais de um dia. Estima-se que cerca de 95% das pessoas terão, no mínimo, uma crise de enxaqueca ao longo da vida.

    Se você sente dores de cabeça com frequência, tenha cuidado para não confundir uma simples dor de cabeça com enxaqueca.

    - A enxaqueca é o tipo de dor de cabeça mais difícil de diagnosticar, pois não depende de exames, mas sim de uma conversa que o médico deve ter com o paciente sobre os sintomas- explica o neurologista Leandro Teles.

    A Sociedade Internacional de Cefaleia reconhece mais de 150 modalidades de dor de cabeça. Ela pode ser classificada ou dividida de várias formas de acordo com suas causas, duração, se é primária, secundária, aguda ou crônica.

    Para desvendar os mistérios dessa doença, Teles esclarece o que é mito e verdade sobre a doença:

    A enxaqueca é hereditária

    Mito. É muito comum que o paciente desenvolva episódios de enxaqueca, esporádicos ou crônicos, sem que existam membros na família com uma dor semelhante.

    A doença só acomete adultos

    Mito. A dor pode acometer qualquer faixa etária, como em crianças, adolescentes e idosos, mas estudos revelam maior incidência de enxaqueca nas mulheres.

    - Isso acontece devido às variações hormonais. Além disso, a sobrecarga emocional em conciliar casa, trabalho e família pode desencadear uma enxaqueca do tipo tensional- revela o médico.

    O excesso de analgésicos para amenizar a enxaqueca pode provocar dor de cabeça

    Verdade. O ideal é cortar o uso abusivo de analgésicos. O excesso de medicamentos pode criar um ciclo vicioso de sensibilização periférica e central, causando um efeito rebote.

    Quem dorme mal tem mais chances de ter enxaqueca

    Verdade. Dificuldade para dormir pode desencadear episódios de enxaqueca. Muitos pacientes reclamam da enxaqueca porque mantém o sono desregulado. Quem tem o hábito de dormir mais ou menos do que o normal pode sofrer crises.

    Fazer sexo alivia a enxaqueca

    Verdade. Pesquisas da Universidade de Münster, na Alemanha, descobriram que a atividade ajuda a combater a enxaqueca e as dores de cabeça pontuais.

    - O sexo pode liberar a endorfina, hormônio responsável pelo bem-estar. Além disso, manter uma alimentação balanceada e fazer atividade física também pode amenizar a dor- afirma o neurologista.

    Alimentos como queijos, chocolates e vinhos podem provocar crises de enxaqueca

    Verdade. Alguns pacientes apresentam piora dos sintomas ao consumir alimentos muito gordurosos, frituras ou embutidos. Para amenizar as crises, é importante manter uma alimentação saudável.

    Enxaqueca não tem tratamento

    Mito. Há diversos métodos para tratar a enxaqueca.

    - Além do tratamento multidisciplinar, existem outras técnicas como o uso da toxina botulínica que vem sendo testada em pacientes que não reagem bem a outro tipo de tratamento ou medicações. Para que seja eficaz, o paciente deve adotar medidas preventivas para aliviar as crises de enxaqueca- aconselha Teles.

    Problemas na visão e sinusite causam enxaqueca

    Mito. A maioria das pessoas que sente dor de cabeça acredita que precisa usar óculos ou aumentar o seu grau. Miopia, hipermetropia e presbiopia não provocam enxaqueca, mas o astigmatismo muito grave em crianças pode desencadear uma dor de cabeça. Em relação à sinusite ela não causa enxaqueca, mas pode ser que o antibiótico seja o motivo de uma crise.

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