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Literatura ao alcance de todos

Conheça as bibliotecas comunitárias de Florianópolis

Barca dos Livros, na Lagoa da Conceição, e Bilica, no Campeche, são opções para quem tem o hábito de fazer boas leituras

14/08/2019 - 05h35

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Caroline
Por Caroline Stinghen
Tânia Piacentini (E), idealizadora da Barca dos Livros, conta com apoio voluntário de pessoas como a contadora de histórias Eleonora Casali
Tânia Piacentini (E), idealizadora da Barca dos Livros, conta com apoio voluntário de pessoas como a contadora de histórias Eleonora Casali
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O amor pela literatura une e inspira as pessoas, na vida real e na ficção. É o que ocorre na novela das 19h, "Bom Sucesso", que vai ao ar pela NSC TV, em que o hábito de ler aproxima os personagens de Grazi Massafera e Antônio Fagundes. O encantamento que a biblioteca dele proporciona a ela é o mesmo que as bibliotecas comunitárias podem oferecer ao público em geral. Em Florianópolis, são duas opções: a Barca dos Livros e a Biblioteca Livre do Campeche, a Bilica.

Em uma cena de "Bom Sucesso" que foi ao ar recentemente, a personagem Paloma (Grazi Massafera) finalmente conhece onde Alberto (Antônio Fagundes) mora. A vida dos dois esbarra após a troca de um exame: o documento que indica que ele tinha apenas seis meses de vida, acabou sendo entregue para Paloma. Os dois já sabem que os resultados foram trocados e, ao se conhecerem, descobrem que possuem uma característica em comum: o amor pela literatura.

Alberto recebe Paloma em sua biblioteca, dentro de casa. A cena mostra o encantamento da personagem com o espaço: estantes com livros com capas de todas as cores e histórias de todos os gêneros. Impossível não compartilhar do mesmo deslumbre de Paloma.

Quem já visitou a biblioteca comunitária Barca dos Livros, que fica na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, por exemplo, possivelmente deve ter sentido emoção parecida. Um espaço com livros, almofadas no chão, mesas para estudo, e uma decoração que passa a sensação de termos entrado num ambiente que inspira cultura e informação.

Paloma disse a Alberto que costumava ir com frequência à biblioteca da escola, que também cumprem importante papel na educação e formação de um cidadão. Mas, como lembra a professora e doutora em ciências da informação, Ana Claudia Perpétuo de Oliveira, esses espaços estão comprometidas com o currículo escolar.

Uma biblioteca comunitária, por exemplo, aberta a todos os tipos de públicos, se compromete com todas as demandas, até com moradores de rua. E podem transmitir a emoção que Paloma sentiu na biblioteca de Alberto, para um público ainda maior.

— Precisamos entender a biblioteca como espaço de informação. Não só de escrita, mas um local para ter, por exemplo, projeção de cinema, contação de histórias, espaço para alguém estudar para um concurso público, acesso à internet. E entender a importância destes espaços estarem espalhados por vários cantos da cidade — avalia Ana Claudia.

Para a especialista, que escreveu sua tese de mestrado sobre bibliotecas comunitárias, estes centros de informação criados pela própria comunidade só existem por conta da ausência do Estado, pela falta de estruturas assim em todas as regiões. Hoje, a Capital conta apenas com duas bibliotecas públicas: uma no Centro e outra no Continente.

Biblioteca Livre do Campeche, a Bilica, funciona de segunda a sexta no Sul da Ilha de SC
Biblioteca Livre do Campeche, a Bilica, funciona de segunda a sexta no Sul da Ilha de SC
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Ainda em Florianópolis, duas bibliotecas comunitárias são exemplos de espaços de informação e cultura. Como já falamos, a própria Barca dos Livros, e a Biblioteca Livre do Campeche, a Bilica. As duas iniciativas foram fundadas no ano de 2007, quando, lembra a idealizadora da Barca, Tânia Piacentini, surgiam iniciativas culturais aos montes no país inteiro.

— Hoje o apoio cultural está direcionado ao evento. É preciso realizar um evento, que ocorre em um curto espaço de tempo, para ter apoio financeiro de editais ou de governos. E a biblioteca comunitária não se encaixa neste quesito. Porque ela não é temporária — lamenta Tânia.

Hoje, a Barca não conta com nenhum patrocinador, como ocorria em anos anteriores. A biblioteca se mantém através de doações de usuários. A Bilica, da mesma forma. O aluguel do espaço é mantido por voluntários e seus criadores — moradores do Campeche, sendo sua maioria professores — e por pequenas doações. E o espaço vai muito além de uma biblioteca.

Mesmo pequena, a Bilica realiza aulas de reforço de português, xadrez, teatro e até conversação em inglês. Um exemplo do que é um centro de informação, como trata a especialista Ana Claudia.

Conheça as bibliotecas comunitárias

Barca dos Livros

A Barca está no Centro Cultural Sol da Terra, que fica na Avenida Afonso Delambert Neto, número 885, na sala 02, na Lagoa da Conceição. O atendimento ocorre de terça a sábado, das 14h às 19 horas, e é todo feito por voluntários. Para saber mais sobre as atividades, acesse http://www.barcadoslivros.org ou ligue para (48) 3879-3208.

Biblioteca Livre do Campeche

A Bilica fica na Avenida Campeche, 2157, no Sul da Ilha de SC. O atendimento na biblioteca é realizado de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, e das 15h às 18h. Mais informações, das aulas extras, pelo site www.bilica.org.br, ou pelo e-mail bilicampeche@gmail.com. O contato é o (48) 3030-1944.

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