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    SETEMBRO VERMELHO

    Conheça as doenças do coração mais comuns entre os brasileiros 

    Doença arterial coronariana, insuficiência, arritmia cardíaca e hipertensão são enfermidades com alta prevalência que acarretam danos graves para a saúde 

    14/09/2020 - 14h14 - Atualizada em: 15/09/2020 - 17h09

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    Por Estúdio NSC
    Conheça as doenças do coração mais comuns entre os brasileiros
    (Foto: )

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um terço das mortes no mundo ocorre devido a problemas cardiovasculares. Dois em cada três desses óbitos são causados por infartos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC). Estes eventos agudos, que na maior parte dos casos irrompem de doenças do coração, podem ser prevenidos e tratados atacando os principais fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo, diabetes e hipertensão – esta última uma doença silenciosa, que pode levar décadas para se manifestar no corpo humano, mas que atinge 30% da população brasileira com mais de 40 anos de idade.

    Segundo o Dr. Starke, experiente cardiologista da Cardioprime, em Blumenau, as três enfermidades cardíacas mais comuns são a doença arterial coronariana, a insuficiência cardíaca e a arritmia cardíaca (saiba mais sobre elas no quadro abaixo). A primeira é a principal causa de angina, infarto ou morte súbita. Já a arritmia, quando estimula a criação de coágulos dentro do coração, pode ser o gatilho para um AVC.

    Há ainda as doenças que envolvem válvulas cardíacas, cuja incidência aumenta junto à expectativa de vida de uma população. É o que ocorre em Santa Catarina, recordista nacional nesta estatística: a média de longevidade no Estado é de 79,7 anos, segundo dados de 2019 do IBGE.

    — Temos cada vez mais pessoas chegando aos 80, 90 anos de idade. As válvulas cardíacas abrem e fecham em torno de 100 mil vezes por dia, sem interrupções, e com a idade pode ocorrer um desgaste — explica Starke. Neste caso, é indicada uma cirurgia para reparar ou até mesmo inserir uma válvula artificial no paciente.

    Doença silenciosa

    Starke salienta que, com exceção ao mal de Chagas e a esquistossomose, que atingem apenas as regiões Norte e Nordeste e o estado de Minas Gerais, as demais doenças do coração têm uma prevalência bastante parecida em todo o país. Inclusive a hipertensão, doença que é, ao mesmo tempo, um fator de risco para outras doenças. Segundo a OMS, metade dos pacientes globais não sabe que é hipertenso e, dos que sabem, apenas metade recebe algum tipo de assistência médica para controlar a pressão.

    — É, de fato, uma doença silenciosa, sem sintomas, e que faz um estrago muito grande no organismo ao longo do tempo. Mesmo que leve 20 anos ou mais, a pessoa vai acabar sofrendo um AVC, um infarto, apresentar insuficiência renal ou cardíaca, alteração na visão e até demência — alerta o cardiologista.

    O aumento da pressão nas artérias faz com que algumas áreas do organismo recebam menos sangue e, consequentemente, menos nutrientes. Também faz o sistema circulatório trabalhar com muito mais esforço, levando à hipertrofia do músculo cardíaco. A única forma de fazer um diagnóstico adequado, orienta Starke, é através de medidas frequentes da pressão arterial.

    — Vale lembrar que uma única medida alta não é diagnóstico de hipertensão. Quando se tem a doença, a pressão fica permanentemente elevada — explica. Caso a pressão arterial esteja constantemente acima dos 13,5 por 8,5, em medidas feitas em casa, ou acima dos 14 por 9 e medidas no consultório, o diagnóstico é, provavelmente, positivo.

    > Leia mais: canal Setembro Vermelho reúne informações sobre saúde do coração

    Fatores de risco

    Algumas doenças do coração têm origem genética. Já a endocardite, uma infecção no revestimento interno do órgão, é causada em grande parte por infecções de natureza bucal que invadem o sistema circulatório.

    Mas a maioria das enfermidades cardiovasculares têm fatores de risco muito comuns, como o tabagismo, o diabetes, a hipertensão, o sedentarismo, a elevação de colesterol ou triglicerídeos no sangue, o stress emocional e a poluição do ar. Boa parte desses fatores de risco podem ser evitados com mudanças de hábitos e atitudes, além de exames médicos periódicos. Para a hipertensão, o consumo de sal é considerado um dos principais vilões: o ideal é consumir menos de 5 gramas diárias.

    Para o Dr. Starke, o número elevado de óbitos devido a doenças cardiovasculares se deve à maior exposição das pessoas aos fatores de risco. Se por um lado os índices de tabagismo diminuíram vertiginosamente, há uma maior prevalência de diabéticos e pessoas obesas, além de um aumento geral dos casos de stress emocional e sedentarismo.

    — E como as doenças infecciosas, pelo menos antes do novo coronavírus, foram sendo controladas, estamos vivendo mais. Temos mais e melhor acesso a médicos e hospitais. Com isso, as doenças cardíacas seguem sendo as que mais matam no mundo, praticamente o dobro do que o câncer — avalia o cardiologista da Cardioprime. Entretanto, ele pondera:

    — A melhora da qualidade de vida geral pode ou não reduzir os riscos de uma pessoa sofrer um infarto ou AVC. Tudo depende das escolhas de cada indivíduo

    >> Leia também: Prevenção e tratamento precoce são essenciais no combate às doenças do coração

    Principais doenças do coração

    Acidente Vascular Cerebral (AVC)

    Pode ser de origem isquêmica, hemorrágica ou embólica. A forma mais comum é a isquêmica, quando há um entupimento (obstrução) de vasos ou artérias que nutrem o cérebro. Isso causa a morte de células cerebrais, trazendo sequelas severas ao organismo ou até mesmo causando a morte. O AVC hemorrágico ocorre quando há um sangramento no cérebro. Já o AVC embólico é causado por um coágulo que surge no coração e, ao circular pelo corpo, obstrui um vaso ou artéria no cérebro.

    Arritmia cardíaca

    Terceira doença mais comum do coração, é um distúrbio do ritmo cardíaco, que pode se tornar mais rápido (taquicardia), lento (braquicardia) ou irregular. Alguns tipos estão relacionados com mortes súbitas. Outros promovem a formação de coágulos no coração, que podem causar um AVC.

    Doença Arterial Coronariana

    Também conhecida como doença isquêmica do coração, é causada, basicamente, o entupimento das artérias que levam sangue ao coração por placas de gordura. A isquemia é a falta de nutrientes e oxigênio no coração, causando dor e desconforto no peito que, quando duram mais de 20 minutos, configuram como infarto. É a doença de coração mais comum.

    Hipertensão

    Doença e fator de risco ao mesmo tempo, a hipertensão pode acarretar problemas renais e até mesmo perda de visão, além de aumentar as chances de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Atinge um em cada três brasileiros com mais de 40 anos, e demanda tratamento permanente assim que é diagnosticada.

    Insuficiência Cardíaca

    Doença que compromete o bombeamento de sangue para e pelo coração. Pode ser sistólica, quando o órgão não tem força para ejetar sangue adequadamente, ou diastólica, quando os músculos do coração enrijecem e não conseguem se encher de sangue de forma normal. Tem alta prevalência, mas pode ser tratada com terapia e medicamentos.

    Médico responsável: Dr Julio Cesar Schulz​

    Cardiologista - CRM/SC 18596 | RQE 10463 e 16900

    Para saber mais sobre a saúde do coração, acompanhe os conteúdos do canal Setembro Vermelho no NSC Total.

    Momento Cardio Talks

    A CardioPrime oferece também o CardioTalks, um canal no YouTube com informação sobre a saúde do coração. Neles, os especialistas da Cardioprime tratam de aspectos importantes desse tema, sempre de forma simples e objetiva.

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