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Conselho de Educação de Florianópolis não descarta extensão do ano letivo até 2021

Hipótese é considerada por pedagogos e especialistas membros do grupo para dar conta das 800 horas-aula exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases

16/04/2020 - 14h21

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Felipe
Por Felipe Reis
Apesar de escolas estarem fechadas, alunos devem continuar estudando de casa com apoio de portal criado pela secretaria de Educação de Florianópolis
Apesar de escolas estarem fechadas, alunos devem continuar estudando de casa com apoio de portal criado pela secretaria de Educação de Florianópolis
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A possibilidade de que o ano letivo de 2020 se estenda até 2021 não está descartada pelo Conselho Municipal de Educação da Capital. Isso garantiria que os alunos não perderiam tempo de aula e teriam melhores condições de aprendizagem, segundo a pedagoga Vera Regina Simão Rzatki, presidente do grupo, que concedeu entrevista ao Direto da Redação da manhã desta quinta-feira (16).

A manifestação surge no mesmo momento em que a secretaria de Educação de Florianópolis cobra do conselho a normatização das estratégias educacionais adotadas pela prefeitura da Capital desde o início da vigência do decreto que suspendeu aulas na cidade. Segundo o professor Maurício Fernandes Pereira, secretário de Educação da cidade, nesta sexta-feira (17) "completa-se um mês sem aulas". Desde o dia 19, porém, os alunos têm acesso a um portal criado pela pasta que reúne sugestões de temas, atividades pedagógicas e jogos educativos na internet. As áreas abrangidas pela plataforma são Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Artes, Geografia, História, Língua Estrangeira, Educação Física e Alfabetização e Letramento.

Ainda não há, no entanto, definições que confirmem a postergação do ano letivo nem que normatizem o plano proposto pela secretaria para que os alunos da rede pública municipal possam ter acesso aos conteúdos programáticos de casa. A secretaria pede o apoio das famílias para evitar que enquanto as atividades escolares estejam suspensas os estudantes se afastem dos estudos.

Ouça a reportagem:

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