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Contra assédios no carnaval de SC, projeto vai distribuir tatuagens com "Não é Não"

Iniciativa busca arrecadar recursos para confeccionar material através de doações

07/01/2020 - 17h25 - Atualizada em: 07/01/2020 - 17h29

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
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Tatuagens devem ser distribuídas nos blocos de rua em SC
(Foto: )

Gravado na pele e preferencialmente bastante à mostra, a mensagem "Não é Não!" deve dar o tom de limite às pessoas que vão curtir o Carnaval 2020 em Santa Catarina. A ideia de distribuir tatuagens temporárias com um recado simples, mas bastante claro, é do coletivo feminista Não é Não!.

Para tornar possível a distribuição do material de forma gratuita, o grupo de mulheres que atua contra esse tipo de atitude machista busca juntar o máximo de recursos com ajuda de doações até o dia 16 de janeiro, por meio de uma plataforma online.

Quer colaborar? Clique no link da plataforma.

Para distribuir as tatuagens, existirá uma rede de mulheres treinadas em cada bloco de rua participante, informou a embaixadora do coletivo em Santa Catarina, Mari do Brasil:

— Será uma distribuição consciente. A gente busca conversar, explicar por que é importante tatuar apenas mulheres, toda a questão da rede de apoio. Tudo isso para que o foco do projeto não se perca no meio da folia,

Primeiro ano em SC

O grupo já atuava em outros estados há quatro anos: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2020, a luta contra o assédio se estende à Santa Catarina com orientação e conscientização e nos estados do Amapá, Espírito Santo, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul.

Como surgiu o movimento

Criado em janeiro de 2017 por um grupo de amigas do Rio de Janeiro, o movimento teve início após um episódio de assédio sofrido por uma delas em um ensaio de bloco de carnaval. Naquele ano foram mobilizadas 40 mulheres que se uniram na arrecadação de R$ 2,7 mil em apenas 48h.

O dinheiro foi usado imediatamente para a confecção de quatro mil tatuagens, distribuídas gratuitamente para as mulheres da cidade carioca. Em seu segundo ano, o movimento extrapolou os limites do município e chegou para outros quatro estados como, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Bahia. Hoje o grupo conta com embaixadoras em 16 estados brasileiros.

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