Quem tentou emitir uma Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) nos primeiros dias de 2026 muito provavelmente enfrentou dificuldades. Relatos de contribuintes e contadores indicam instabilidade e problemas frequentes no sistema, que passa por uma padronização nacional por conta da Reforma Tributária.

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Contadores, empreendedores e prestadores de serviço têm relatado falhas cadastrais, problemas na atualização de códigos de serviços e outras dificuldades durante a utilização do sistema, o que impede a emissão das notas fiscais.

Diversas prefeituras fizeram comunicados aos munícipes informando que o problema ocorre por conta da concentração das emissões de nota fiscal em um único sistema, nacional, a partir de 1º de janeiro.

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O que diz a Receita Federal

A assessoria da Receita Federal se pronunciou sobre a questão através de nota, confira na íntegra:

“No dia 01/01/2026, quase 2000 municípios ativaram seu convênio para utilização da NFS-e.

No dia 05/01/2026 houve uma lentidão no sistema, com relatos de impossibilidade momentânea de emissão de notas, decorrente de alto número de acessos e consultas no banco de dados da NFS-e, que já foi reconfigurado e a lentidão resolvida.

Na data de ontem (06/01/2026) o ambiente da NFS-e está em continuo monitoramento e não há nenhum problema no ambiente que impeça a emissão de NFS-e.

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Cumpre destacar, no entanto, que as principais razões relacionadas à impossibilidade de emissão de NFS-e dizem respeito a problemas de configuração pelos Municípios, que recém ativaram seus convênios e ainda possuem dúvidas. O município, por exemplo, pode ter se conveniado e não ter realizado as devidas configurações (pode estar ativo e não ter adotado o emissor nacional; pode estar ativo, adotou o emissor nacional, mas não habilitou os contribuintes, entre outros).

Orienta-se no sentido de que os contribuintes verifiquem junto à Secretaria de Finanças, ou equivalente, de seu Município se foram adotadas as providências e adequações necessárias para possibilitar a emissão, conforme orientações amplamente divulgadas e conforme previsto na Lei Complementar 214/2025.”

O que mudou em 2026

Com o início da implementação da Reforma Tributária, a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) tem passado por mudanças. Isso porque anteriormente existiam diferentes modelos de notas fiscais nos municípios, e a emissão era descentralizada, feita em plataforma municipais.

A padronização nacional da NFS-e, através de uma mesma plataforma, integra as medidas da Reforma Tributária. Até metade de dezembro, mais de 5 mil municípios brasileiros haviam aderido à plataforma nacional da NFS-e, segundo a Receita Federal.

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“A ampliação do uso da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) representa um passo estratégico rumo à implementação da Reforma Tributária sobre o Consumo (RTC)”, afirmou a Receita.

Além de simplificar as obrigações tributárias, o argumento para a padronização é redução de custos de conformidade para as empresas, além de aumento da eficiência das administrações tributárias. O modelo nacional também traz ferramentas de acompanhamento e controle aos municípios, com maior acompanhamento das atividades econômicas locais e melhor gestão das receitas.