Santa Catarina é o Estado mais cooperativista do Brasil e reúne mais de 5 milhões de vínculos cooperativos. Isso mostra a força de um modelo de negócios baseado na colaboração, na participação democrática e no compromisso com o desenvolvimento das comunidades. Os números refletem a relevância do cooperativismo para a economia catarinense e também brasileira, gerando empregos, movimentando bilhões de reais e ampliando oportunidades para milhões de pessoas.
Continua depois da publicidade
Neste 4 de julho é celebrado o Dia Internacional do Cooperativismo, e a data reforça a importância de um movimento que transforma realidades por meio da cooperação.
Presente em diferentes setores, como agropecuária, saúde, transporte, consumo, infraestrutura, trabalho e crédito, o cooperativismo tem como base sete princípios universais: adesão voluntária e livre, gestão democrática, participação econômica dos cooperados, autonomia e independência, educação, formação e informação, intercooperação e interesse pela comunidade.
Continua depois da publicidade
Esses pilares fazem com que o crescimento das cooperativas esteja diretamente ligado ao desenvolvimento das regiões onde atuam, promovendo benefícios que vão além dos próprios cooperados.
Cooperativismo movimenta a economia catarinense
Santa Catarina é uma das principais referências nacionais quando o assunto é cooperativismo. Em 2025, segundo dados do Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina), as cooperativas catarinenses movimentaram mais de R$ 105 bilhões na economia estadual e geraram mais de 109 mil empregos diretos. O setor está presente em praticamente todos os municípios do Estado, contribuindo para a geração de renda, fortalecimento dos pequenos negócios e o desenvolvimento regional.
Continua depois da publicidade
Entre os diferentes ramos, o cooperativismo financeiro ocupa posição de destaque. Mais de 4 milhões de catarinenses participam de cooperativas de crédito, demonstrando a confiança da população em um modelo que alia acesso a soluções financeiras, participação democrática e compromisso com o desenvolvimento local.
Como funciona uma cooperativa de crédito?
Diferente das instituições financeiras tradicionais, as cooperativas de crédito pertencem aos próprios cooperados. Ao se associar, a pessoa ou empresa passa a ser também dona da instituição e participa das decisões por meio da gestão democrática, em que cada cooperado tem direito a um voto, independentemente do valor investido.
Continua depois da publicidade
Na prática, as cooperativas oferecem os mesmos serviços financeiros que fazem parte do dia a dia de pessoas e empresas, como conta corrente, cartões, crédito, financiamentos, investimentos, consórcios e seguros. A principal diferença está no modelo de gestão: em vez de distribuir os resultados para acionistas, as cooperativas reinvestem recursos no próprio negócio e compartilham os resultados entre os cooperados.
Esse formato também fortalece a economia local. Os recursos captados permanecem circulando na própria região, financiando projetos, impulsionando empresas, apoiando produtores rurais, incentivando o empreendedorismo e ampliando oportunidades para as famílias. Dessa forma, o cooperativismo financeiro contribui para um ciclo sustentável de desenvolvimento econômico e social.
Continua depois da publicidade
Instituições como o Sicoob colocam esse modelo em prática ao oferecer soluções financeiras completas para pessoas físicas e jurídicas, mantendo os princípios do cooperativismo como base de sua atuação. Além dos serviços financeiros, a cooperativa investe em educação financeira, iniciativas sociais e projetos voltados ao fortalecimento das comunidades onde está presente.
— As cooperativas financeiras têm os mesmos produtos e oferecem as mesmas garantias de um banco. Mas com muitas vantagens, como tarifas mais baixas, taxas de juros mais justas e melhor rendimento do que a média das instituições financeiras do país — afirma o presidente do Sicoob Central SC/RS, Ivair Chiella.
Continua depois da publicidade
Nas cooperativas, acrescenta o presidente, “o associado é, ao mesmo tempo, cliente e dono da instituição, com direito a voz e voto nas assembleias anuais. Além disso, os resultados financeiros retornam para o bolso dos cooperados e os recursos são reinvestidos na região onde as cooperativas atuam”.
Um modelo que gera desenvolvimento coletivo
Em um cenário de constantes transformações econômicas e sociais, o cooperativismo demonstra que é possível conciliar crescimento econômico, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável. Ao colocar as pessoas no centro das decisões, fortalece relações de confiança, amplia oportunidades e cria um ambiente favorável para o desenvolvimento de negócios e comunidades.
Continua depois da publicidade
Celebrado anualmente no primeiro sábado de julho, o Dia Internacional do Cooperativismo é também um convite para reconhecer a força desse modelo econômico, que une pessoas em torno de objetivos comuns. Em Santa Catarina, onde o cooperativismo faz parte da vida de milhões de pessoas, o ramo financeiro segue contribuindo para ampliar o acesso a serviços, incentivar o empreendedorismo e construir um futuro mais próspero e sustentável.

