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AN no Comasa

Cópia de: Conheça projeto que ensina alunos no bairro Comasa a valorizar as riquezas do mangue

Alunos do Caic Professor Desembargador Francisco José Rodrigues Oliveira, no bairro Comasa, criaram trabalho com fotos e pintura

30/08/2017 - 16h50

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Por Redação NSC
Foto acima, do ¿AN¿, foi pintada pelos estudantes, reproduzindo o trabalho feito em sala
Foto acima, do ¿AN¿, foi pintada pelos estudantes, reproduzindo o trabalho feito em sala
(Foto: )

Parte do cenário do bairro Comasa, o mangue nem sempre é lembrado pela sua importância. Muitas vezes, a poluição é a imagem que predomina na cabeça das pessoas. Pensando em valorizar este ecossistema, um professor de artes da rede municipal de Joinville decidiu trabalhar o tema de uma forma diferente com alunos do nono ano do ensino fundamental. Ele pediu que os estudantes fotografassem o mangue do Comasa, região que só foi transformada em bairro em 1997.

Antes disso, o local era conhecido popularmente por Comasa do Boa Vista, onde em 1972 foi implantado o Conjunto Habitacional Comasa do Boa Vista. De acordo com o documento Joinville Bairro a Bairro 2017, da Prefeitura de Joinville, isso aconteceu em função da intensificação e do aceleramento da urbanização devido ao crescimento populacional de Joinville.

A Tupy, uma das maiores indústrias da cidade na década de 1950, transferiu seu parque industrial da região central para o Boa Vista, fazendo com que os trabalhadores começassem a construir suas casas no entorno da empresa, de maneira a ficarem mais próximos de seu trabalho, pois o local era de difícil acesso.

Na época de sua implantação, a região era menos urbanizada, existindo, porém, energia elétrica e rede de água tratada. Palco de muitas enchentes, com ruas não calçadas, a região foi recebendo melhorias aos poucos, por iniciativa dos moradores, abrindo ruas e reivindicando a implantação de tubulação e pavimentação das vias.

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Em sala de aula, o professor Fábio Eberhard transmitiu aos alunos do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Professor Desembargador Francisco José Rodrigues Oliveira os conceitos básicos da fotografia, como enquadramento e foco. Como não há câmeras fotográficas na escola, os alunos puderam realizar a tarefa com seus celulares.

Após terem noções de fotografia, alunos foram registrar a natureza
Após terem noções de fotografia, alunos foram registrar a natureza
(Foto: )

Cerca de 60 estudantes participaram das atividades, conta o professor Fábio. Depois de fotografar, os alunos fizeram interferências nas imagens. A atividade foi feita para que eles pudessem aprender sobre tons e temperatura das cores. O resultado, segundo Fábio, foi ¿maravilhoso¿.

— Os alunos tiveram a oportunidade conhecer a real importância do mangue. Muitos não sabiam para que ele servia. O mangue faz parte da identidade do bairro — explicou o professor.

Uma visita à baía da Babitonga também fez parte do projeto. O tema ainda foi trabalhado nas aulas de história e português. Para falar sobre a importância dos manguezais, as turmas tiveram a parceria do Instituto Conservação Marinha do Brasil (Comar).

A supervisora da escola, Scheila Nascimento, explica que o bairro foi ¿formado em cima do mangue¿. Por isso, atividades temáticas costumam ser realizadas com os alunos. A atividade integra o Projeto Um Olhar para Joinville, desenvolvido pela Secretaria de Educação e difundido nas escolas municipais. Entre os envolvidos, há até quem queira se profissionalizar na fotografia.

É o caso do estudante Anderson D¿ Grazzia, de 15 anos. Ele já gostava de fotografar e teve a oportunidade de aprender mais técnicas com seu professor.

— Foi bem legal, pudemos conhecer o lado bom do mangue — diz estudante.

No dia 16 de setembro, as imagens estarão expostas no pátio do Caic Professor Desembargador Francisco José Rodrigues Oliveira. A exposição será aberta à comunidade.

Diogo Augusto Moreira, biólogo do Instituto Comar, destaca a importância do projeto desenvolvido com os estudantes. O biólogo conta que as primeiras percepções dos alunos costumam ser negativas. Eles associam o mangue à poluição, à sujeira e ao cheiro ruim. Depois das atividades desenvolvidos pelo instituto, a percepção muda completamente, conta Diogo.

— Nós trabalhamos com as comunidades próximas aos mangues, fazemos alguns encontros, mostramos a importância do mangue. A área do manguezal é um berçário da vida marinha — afirma o biólogo.

Diogo conta que o mangue do Comasa tem se recuperado depois de ter sido prejudicado pelas lagartas em 2016.

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