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    Coronavírus: “Destinar R$ 41 mil para Governador Celso Ramos é dar esmola”, dispara prefeito 

    Juliano Campos, chefe do executivo municipal, libera atividades não previstas pelo Estado e protesta contra o Governo

    02/04/2020 - 18h09

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    Kadu
    Por Kadu Reis
    Juliano Campos, prefeito de Governador Celso Ramos, critica o Governo do Estado
    Juliano Campos, prefeito de Governador Celso Ramos, critica o Governo do Estado
    (Foto: )

    A prefeitura de Governador Celso Ramos liberou, por meio de decreto, as atividades de escritórios de advocacia, contabilidade e salões de beleza na cidade. Até o momento, os serviços não são permitidos pelo Governo do Estado durante a quarentena por coronavírus. Questionado, o prefeito Juliano Campos argumenta com a necessidade das pessoas de se manterem no trabalho e reclama da falta de apoio da administração catarinense.

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    — Se a gente for levar em conta o que o Governo está fazendo ou deixando de fazer, nós estamos mortos. Então vamos matar a sociedade, exterminar e fazer um novo Brasil. As pessoas precisam trabalhar. Também são autônomos como são os advogados, corretores de imóveis e inúmeras outras categorias. O Governo do Estado deveria fazer primeiro o papel dele. Destinar R$ 41 mil para Governador Celso Ramos para o combate à Covid-19 é mandar esmola para nós — dispara o prefeito Juliano Campos.

    Ouça a entrevista com o prefeito de Governador Celso Ramos:

    O decreto municipal 33/2020 libera os serviços de escritórios de advocacia, escritórios de contabilidade, salões de beleza e barbearias em Governador Celso Ramos. Conforme o Governo do Estado, os municípios "devem seguir as orientações do decreto estadual, podendo apenas tornar ainda mais restritivas as medidas", portanto, não têm autonomia para definir as liberações. Situação semelhante em Xaxim gerou reação da Polícia Militar.

    Em entrevista à CBN Diário, o prefeito de Governador Celso Ramos reclama da falta de testes para identificação do coronavírus. Juliano Campos relata a existência de casos suspeitos e óbitos sem verificação de possíveis ligações com a Covid-19. Sem estoque, o Estado abriu edital para compra um milhão de testes e aguarda a chegada de 16,6 mil kits de testagem rápida do Ministério da Saúde.

    — Eu comprei mil testes. Até hoje, o Governo do Estado mandou sete para Governador Celso Ramos. Eu tenho 80 casos suspeitos. Já morreram, da pandemia para cá, quatro ou cinco pessoas, que não posso testar se é Covid-19 ou não, porque não temos testes. Aciona a vigilância do Estado e não vão. Estamos como biruta tonta — alega o prefeito.

    O Governo do Estado não respondeu, até este momento, aos questionamentos da reportagem sobre as afirmações de Juliano Campos, prefeito de Governador Celso Ramos. O texto será atualizado tão logo as questões sejam respondidas.

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