Uma fábrica clandestina de álcool gel foi descoberta e interditada pela Polícia Civil, pelo Procon e pela Vigilância Sanitária de Joinville neste domingo (22). Segundo a Polícia Civil, eles também fabricavam álcool líquido de forma irregular. A operação ocorreu nos bairros nos bairros Adhemar Garcia, na zona Sul de Joinville, onde ficava a fábrica; e nos bairros Saguaçu e Guanabara.

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Eles chegaram à fábrica por meio de denúncias anônimas. O produto estava sendo vendido sem rótulo por um pet shop em Joinville. Um cliente viu, ficou desconfiado e acionou o Procon. Ao órgão, o proprietário do pet shop informou onde havia adquirido os produtos.

A interdição do local e prisão dos envolvidos ocorreu por volta do meio-dia. Na fábrica, a polícia encontrou vários produtos e mais de 1000 litros de insumos para fabricação irregular do álcool gel, além de frascos, que foram recolhidos. No momento da chegada da polícia, o casal de proprietários estava no local, mas o marido fugiu e apenas a mulher foi detida. Ele continua foragido.

No Guanabara, ficava o Centro de Distribuição. No local, um homem foi preso. O dono do pet shop de onde partiu a denúncia também foi detido. As penas para este tipo de crime, o de falsificar produtos químicos e armazenar produtos tóxicos sem autorizações, pode ultrapassar mais de 20 anos.

A gerente da Vigilância Sanitária de Joinville, Edilaine Pasquali, alerta que apenas fabricantes de medicamentos, cosméticos e saneantes com alvará sanitário municipal vigente podem produzir o álcool em gel, produto essencial no combate ao avanço do novo coronavírus. As normas seguem nota técnica emitida dia 18 de março pelo Governo do Estado.

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– Vale ressaltar que o álcool indicado para o tipo de higienização para combater o coronavírus é 70% e não o 92% ou 96%. Esses de alta concentração não são eficazes porque evaporam muio rápido – completa Pasquali.

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Denúncias de irregularidades no comércio devem ser feitas ao Procon de Joinville por meio do número 151.

As denúncias sobre trabalho irregular, que não esteja seguindo o decreto do Governo do Estado, devem ser feitas à Polícia Militar e à Polícia Civil, respectivamente pelos números 190 e 181.

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