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Coronavírus: paciente americano é tratado com dispositivo inventado por laboratório brasileiro

Genosyl foi criado por empresa controlada nos Estados Unidos pela farmacêutica EMS, de São Paulo, e permite tratamento em casa de hipertensão pulmonar

26/03/2020 - 14h33 - Atualizada em: 26/03/2020 - 14h34

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Cristian Edel
Por Cristian Edel Weiss
Aparelho permite tratar de problema pulmonar em casa, sob supervisão médica remota
Aparelho permite tratar de problema pulmonar em casa, sob supervisão médica remota
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Um paciente dos Estados Unidos infectado pelo novo coronavírus (Covid-19) está sendo tratado com dispositivo inventado pelo laboratório farmacêutico brasileiro EMS. O paciente sofria hipertensão pulmonar devido à infeção provocada pelo coronavírus. Com o dispositivo, chamado de Genosyl, ele pôde receber o tratamento em casa, em isolamento domiciliar.

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O Genosyl é um aparelho que foi aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, e lançado no início deste mês no mercado. Indicado aos pacientes com problemas respiratórios, especialmente os que apresentam hipertensão pulmonar, ele permite a inalação do gás óxido nítrico de maneira mais simples e segura, porque dispensa o uso de tanques e permite criar um sistema portátil de tratamento.

A nova plataforma utiliza uma tecnologia patenteada, baseada em cartuchos, que dispensa os tanques pesados de gás em uso atualmente e é à prova de falhas, fornecendo concentração constante de óxido nítrico inalatório ao usuário.

O paciente americano submetido à técnica tem se recuperado em casa, sob supervisão médica permanente. Ele é tratado é monitorado remotamente pelos médicos. A técnica evita hospitalização e uso de um suporte respiratório mais intensivo.

Inicialmente, o dispositivo está sendo fornecido aos principais hospitais dos EUA. Isso porque o desenvolvimento do sistema foi feito pela Vero Biotech, companhia de biotecnologia sediada em Atlanta (Estados Unidos), controlada pela brasileira EMS, integrante do Grupo NC, do qual a NSC Comunicação também faz parte.

Posteriormente, a previsão é que o produto seja encaminhado para a avaliação das agências regulatórias da Europa e do Brasil.

Conforme o vice-presidente de Assuntos Médicos da Vero Biotech, Michael Gentile, a aplicação do sistema de óxido nítrico inalado sem tanque em casa, sob supervisão médica, é essencial numa situação de crise como a pandemia causada pelo coronavírus, quando leitos e respiradores dos hospitais são escassos.

– O tratamento de pacientes em seus domicílios com um sistema sem tanque para fornecer o óxido nítrico inalado representa um novo paradigma no gerenciamento da hipertensão pulmonar – afirma Gentile.

O vice-presidente técnico-científico da EMS, Daniel Salazar adianta que a empresa já tem trabalhado em aprimoramentos do dispositivo. Segundo ele, o próximo passo do Genosyl é trabalhar com um modelo do tamanho de um aparelho celular, facilitando o uso doméstico dos pacientes.

Complexo da EMS em Hortolândia, São Paulo
Complexo da EMS em Hortolândia, São Paulo
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Laboratório integra testes clínicos com hidroxicloroquina no Brasil

A EMS também anunciou nesta semana que está prestes a iniciar, como integrante de um comitê médico formado também pelo Hospital Albert Einstein, dois estudos clínicos para verificar a eficácia da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com o novo coronavírus que apresentem pneumonia grave ou moderada. Os voluntários serão divididos em dois grupos: o primeiro será tratado por 10 dias com a hidroxicloroquina; o segundo fará o mesmo tratamento, mas também receberá doses de azitromicina, que se mostrou promissora no combate ao vírus em estudos feitos na França.

A empresa vai doar os medicamentos ao hospital, além de R$ 1 milhão aos projetos de pesquisa. A expectativa é que em até 60 dias os resultados sejam verificados. O comitê que coordena esse estudo clínico aguarda apenas a aprovação da permissão por parte do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), ligado ao Conselho Nacional de Saúde. A expectativa é de que em até 30 dias os testes clínicos possam ser iniciados.

– Para a EMS, poder contribuir com nossos produtos em um período tão crítico como esse pelo qual estamos passando mundialmente é o que mais importa. Saber que nossas pesquisas em inovação disruptiva estão cooperando para cuidar da saúde das pessoas no Brasil e também em outras partes do mundo, auxiliando que o sistema de saúde seja menos afetado neste momento, confirma que estamos no caminho certo – afirma Carlos Sanchez, presidente do Conselho de Administração do Grupo NC, ao qual a EMS e a NSC Comunicação pertencem.

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