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    Número de regiões em risco gravíssimo para coronavírus cai de 12 para oito em SC

    Novo mapa divulgado pelo governo do Estado mostra que cinco regiões passaram do nível gravíssimo para o grave, mas permanecem com próxima da classificação mais alta

    05/08/2020 - 16h01 - Atualizada em: 05/08/2020 - 18h39

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    Por Jean Laurindo
    Isolamento social ainda é um dos quesitos em que Estado tem maior fator de risco na avaliação do Estado
    Isolamento social ainda é um dos quesitos em que Estado tem maior fator de risco na avaliação do Estado
    (Foto: )

    O número de regiões em risco gravíssimo para o novo coronavírus diminuiu de 12 para oito em Santa Catarina. A informação consta no novo mapa divulgado pelo governo do Estado nesta quarta-feira (5).

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    Com as novas atualizações, SC passa a ter metade das 16 regiões de saúde em risco grave e a outra metade em risco ainda considerado gravíssimo para o novo coronavírus. O mapa é elaborado pela Central de Operações de Emergência em Saúde (Coes), com base em critérios como índice de isolamento social, testagem e isolamento de casos, fluxo de assistência e ampliação de leitos.

    Cinco regiões que eram consideradas como risco gravíssimo tiveram a classificação alterada para grave – Planalto Norte, Grande Florianópolis, Xanxerê, Alto Uruguai Catarinense e Oeste. Mesmo assim, essas regiões têm nota 3,0 na classificação do Estado, o que significa que ainda estão perto da definição de risco gravíssimo. A partir de 3,1 as regiões voltam a ser consideradas de risco gravíssimo.

    Em compensação, uma região que até a semana passada era considerada de risco grave teve a classificação aumentada para gravíssimo na atualização desta semana. Trata-se do Alto Vale do Rio do Peixe.

    O Extremo Oeste, que era a única região do Estado com risco ainda considerado alto (abaixo dos níveis grave e gravíssimo), também teve piora na situação e agora é apontado como risco grave, totalizando oito regiões nessa mesma classificaçã

    "Não podemos ter falsa sensação de melhora", diz epidemiologista

    O que pode paarecer uma boa notícia exige cautela na interpretação dos números. A epidemiologista da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Cristina Willemann, explica que na maioria das regiões que teve redução na classificação de risco, isso ocorreu porque houve diminuição de ocupação de UTIs. No entanto, muitas dessas desocupações ocorreram por causa de óbitos, o que mostra que a situação da doença no Estado ainda é muito grave.

    - Tem que haver muita cautela. Apesar de as regiões terem modificado risco de gravíssimo para grave, ainda estão muito perto do gravíssimo. Não podemos ter uma falsa sensação de que a situação melhorou, apesar de essa poder ser a primeira impressão. A gente não pode descuidar porque ainda está muito perto de piorar a situação - alerta a especialista.

    Isolamento social e testagem seguem sendo dificuldades em SC

    Dos quatro critérios prioritários que ajudam o Estado a montar o grau de risco de cada região, o isolamento social e a investigação, testagem e isolamento de casos são os que as regiões de SC enfrentam os piores cenários até aqui.

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    No isolamento social, somente o Oeste e a região de Xanxerê estão no nível grave - todas as outras 14 regiões de Saúde enfrentam risco gravíssimo no quesito isolamento. Na análise de testagem e isolamento de casos, somente o Planalto Norte está na classificação grave - as outras 15 regiões são classificadas como gravíssimo. 

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