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Despedida

Corpo de transexual assassinada em Florianópolis é liberado e enterro será nesta sexta

Isabelle Colstt, 27 anos, foi morta a facadas na última terça-feira no Norte da Ilha

07/02/2020 - 14h53 - Atualizada em: 07/02/2020 - 15h06

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Por Guilherme Simon
Isabelle Colstt
(Foto: )

O corpo da transexual Isabelle Colstt, assassinada em Florianópolis na última terça-feira (4), foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta sexta (7) e será velado na Capela H do Cemitério do Itacorubi, na Capital catarinense.

A cerimônia estava prevista para começar as 14h. O enterro está programado para as 16h30min, informou pelas redes sociais a Associação em Defesa dos Direitos Humanos com enfoque na Sexualidade (ADEH). Isabelle Colstt tinha 27 anos, era cabeleireira, e morava em Florianópolis com a mãe o padrasto.

Isabelle morreu após ela e outra mulher trans serem atacadas a facadas em uma rua dos Ingleses, no Norte da Ilha, na madrugada de terça. A outra vítima, de 30 anos, está internada no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Em entrevista ao NSC Total nesta quinta, uma amiga de Isabelle contou que ela tinha denunciado uma agressão há cerca de 15 dias e que tinha revelado estar com medo de sofrer um novo ataque.

A Delegacia de Homicídios de Florianópolis segue colhendo depoimentos na investigação sobre o crime. Em entrevista na tarde desta sexta, a delegada Eliane Chaves, diretora da Polícia Civil na Grande Florianópolis, disse que a polícia já ouviu testemunhas e familiares da vítima, e que novos depoimentos estão programados.

Eliane afirmou também que as investigações estão avançadas, mas não quis dar mais detalhes sobre as linhas adotadas, como, por exemplo, se as hipóteses apontam para crime motivado por transfobia.

— A delegacia está investigando e está avançando. O que a gente quer é chegar à autoria, e pra chegar à autoria, quanto menos divulgar, mais chances a gente tem — declarou Eliane.

Um dos depoimentos que podem esclarecer pontos da investigação é o da outra mulher trans atacada, que segue no hospital. No relato feito à Polícia Militar quando foi socorrida, ela contou que as duas tinham sido atacadas por dois homens que fugiram de carro. Segundo a delegada Eliane Chaves, porém, a mulher ainda não tem condições de prestar depoimento.

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