Uma nova estrada deve dar acesso à Ponte da Rota Bioceânica, ligando Porto Murtinho, município do Mato Grosso do Sul, à Carmelo Peralta, no Paraguai. Trata-se da BR-267, com 13,1 quilômetros e quase R$ 500 milhões de investimento e construção pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Já o corredor bioceânico, que deve redesenhar a logística mundial entre os oceanos Atlântico e Pacífico, está sendo feito sobre o rio Paraguai, com execução do Consórcio Binacional PYBRA, formado por empresas do Paraguai e do Brasil.
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A ponte deve passar pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, faltando apenas 21 metros para ser concluída. Serão, ao todo, 1.293 metros de extensão. Conforme o governo do Paraguai, foram cerca de R$ 500 milhões investidos. O país paraguaio também trabalha nas obras de acesso à Rota PY15, com 3,8 quilômetros de rodovia. A conclusão no lado paraguaio está prevista para final de 2026.
Veja fotos da Ponte da Rota Bioceânica
Estrada do lado brasileiro tem investimento de R$ 496 milhões
Do lado brasileiro, no entanto, as obras iniciaram em 2024 e, conforme a última atualização do DNIT, em janeiro deste ano, a obra havia avançado cerca de 40%, com investimento total de R$ 496 milhões. Naquele mês, a obra estava com volume de terraplenagem já executada de 895.109 mil m3 compactados, já com as obras de arte corrente e passagens de fauna concluídas, cercas e alambrados delimitadores de Faixa de Domínio concluídos, e 8,14 quilômetros de terraplanagem feitos.
Na mesma rodovia, também está sendo realizada a restauração de 101,1 quilômetros da rodovia entre Porto Murtinho e Alto Caracol, para atender às demandas da Rota Bioceânica. Foram investidos R$ 254 milhões, com 63 quilômetros já restaurados e 23 deles concluídos em 2025. Também devem ser feitas terceiras faixas novas.
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O NSC Total entrou em contato com o DNIT para entender qual o atual progresso da obra, mas não obteve um retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue em aberto.
Rota Bioceânica deve facilitar integração entre os países
A ideia para a Rota Bioceânica iniciou em 21 de dezembro de 2015, quando os presidentes do Brasil, do Paraguai, Argentina e Chile assinaram a Declaração de Assunção e criaram um Grupo de Trabalho para empreender ações que viabilizassem o Corredor Rodoviário Bioceânico Porto Murtinho-Portos do Norte do Chile.
Dessa forma, o novo corredor logístico deve conectar o Centro-Oeste brasileiro ao Paraguai e à Argentina, até chegar aos portos de Iquique e Antofagasta, no Chile. A expectativa é que os caminhões levem em média três dias para percorrer os 1,8 mil quilômetros.
Atualmente, os produtos brasileiros precisam seguir para o litoral para serem exportados, com o principal destino sendo o Porto de Santos. O objetivo é que a rota amplie a integração entre os países, facilitando o transporte de cargas e de passageiros, bem como estreitando as relações comerciais entre os países.
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