A tecnologia 5G ainda está em fase de expansão no Brasil, mas a indústria de tecnologia já vive uma corrida intensa pelo 6G. O novo padrão está previsto para 2030 e promete transformar a internet móvel que conhecemos em uma rede até 100 vezes mais rápida que a atual.
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O embate movimenta bilhões de dólares e coloca em lados opostos grandes nomes das telecomunicações, como Nokia, Ericsson, Huawei, Qualcomm e Samsung.
Por que telecoms estão na corrida pelo 6G?
De acordo com uma análise do Boston Consulting Group, as empresas disputam a liderança do 6G para agilizar acordos comerciais. É uma corrida empresarial: quem lançar primeiro as formas de acessar a nova rede tambem receberá ofertas comerciais mais cedo.
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Mas o avanço vai muito além da velocidade de download. As empresas que determinarem os padrões terão maior controle sobre a infraestrutura global de comunicação, o que afeta a soberania tecnológica de diversos países.
O que deve mudar com o 6G
O 6G vem na esteira dos avanços do 5G, que permitem maior velocidade e transferência de arquivos em sinais maiores. Com o novo padrão, esse potencial da internet se transfere para outras aplicações envolvendo inteligência artificial.
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A grande quantidade de dados enviada pelo 6G fará com que a internet fique muito mais rápida para o usuário. Mas os avanços serão possíveis para além de baixar filmes em segundos. O padrão permitirá criação de cópias digitais em tempo real, automatização de transportes e drones, e até mesmo cirurgias de precisão à distância.
Entenda como é o 5G puro atual
6G vive ‘guerra fria’ das patentes
Hoje, a corrida pelo 6G vive uma “guerra fria” de patentes. Como o padrão não possui especificações de como o sinal será transmitido, as empresas correm atrás do maior número de registros de tecnologias de transmissão e infraestrutura, para ceder os direitos de uso mediante contratos.
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A chinesa Huawei e a sul-coreana Samsung lideram o volume de pesquisas em laboratório no continente asiático. Ambas as companhias focam no desenvolvimento de antenas capazes de transmitir dados em frequências altíssimas.
“O 6G será o tecido conectivo que unirá o mundo físico ao digital de forma instantânea”, declarou a divisão de pesquisa da Samsung em seu manifesto técnico.
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Por outro lado, o bloco ocidental aposta na união de forças. A Qualcomm trabalha no design de chips avançados para celulares, enquanto a Nokia e a Ericsson focam em softwares de segurança para redes corporativas. O objetivo do grupo europeu e americano é criar um padrão global unificado que reduza a dependência dos equipamentos da Ásia.
Quando a nova rede chega ao consumidor?
Apesar do ritmo acelerado de testes, a substituição global das redes deve demorar. A previsão é que as primeiras especificações comerciais sejam finalizadas até o final desta década, com os primeiros smartphones compatíveis chegando ao mercado geral a partir de 2030.
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