A pouco menos de seis meses das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidatos à Presidência, avançam na definição de palanques estaduais no país.

Continua depois da publicidade

Um levantamento do NSC Total mostra que Lula sai na frente, com apoios em 24 das 27 unidades da federação, ainda que enfrente divisões em parte da base, sobretudo no Nordeste. Flávio, por sua vez, contabiliza 19 palanques e ainda tem indefinições em estados estratégicos.

Lula amplia alianças e busca equilíbrio regional

Novamente apostando na chamada frente ampla, Lula contabiliza palanques com nomes aliados do PT, muitas vezes sem ter um candidato do partido na cabeça de chapa. Em Santa Catarina e nos estados do Sul, onde o petismo enfrenta mais resistência, esse foi o movimento adotado com as candidaturas de Gelson Merísio (PSB) em SC, Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul e Requião Filho (PDT) no Paraná.

No Nordeste, apesar da ampla presença, o presidente lida com divisões internas. Em Pernambuco, por exemplo, apoia formalmente o prefeito do Recife, João Campos (PSB), mas mantém diálogo com a governadora Raquel Lyra (PSD). Situação semelhante ocorre na Paraíba, onde apoia Lucas Ribeiro (PP), mas também tem interlocução com Cícero Lucena (MDB).

Os pré-candidatos ao governo de SC

Flávio cresce, mas ainda busca consolidar presença

Do lado do PL, Flávio Bolsonaro ampliou sua presença nos estados em relação ao cenário de 2022, com Jair Bolsonaro (PL). No Sul, o partido estruturou palanques próprios nos três estados, com o governador Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina, o deputado federal Luciano Zucco (PL) no Rio Grande do Sul e o senador Sergio Moro (PL) no Paraná.

Continua depois da publicidade

Apesar do avanço, o senador ainda enfrenta dificuldades para consolidar apoios em estados-chave. O principal entrave está em Minas Gerais, onde o PL busca viabilizar um nome competitivo. No estado, Lula articula o apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSB), enquanto o atual governador Mateus Simões (PSD) deve se alinhar à candidatura de Romeu Zema (Novo).

Outros pontos de incerteza aparecem em Pernambuco, onde João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) orbitam o campo lulista, e no Maranhão, onde a disputa interna é entre os grupos de Carlos Brandão (sem partido) e Felipe Camarão (PT), ambos alinhados a Lula.

Norte e Sudeste concentram indefinições

No Norte, o Amapá tem indefinição sobre a posição do ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan, mas o governador Clécio Luís (União Brasil) é aliado do senador Davi Alcolumbre (União Brasil), que é próximo de Lula. Em Roraima o governador Edilson Damião (União Brasil) também permanece sem posicionamento, ainda que indique apoio a Flávio.

No Sudeste, além de Minas Gerais, o Espírito Santo segue como um dos estados onde o PL ainda não definiu palanque. Já em São Paulo, Flávio Bolsonaro conseguiu se antecipar ao garantir o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), consolidando um dos principais palanques eleitorais do país.

Continua depois da publicidade

TSE proíbe uso de IA 72h antes das eleições