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Grande Florianópolis

Creche comunitária de Palhoça tem luz cortada por falta de dinheiro para pagar

Unidade acumula três contas atrasadas no valor total de R$ 830  

06/06/2019 - 13h46 - Atualizada em: 06/06/2019 - 15h00

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Por Dayane Bazzo
(Foto: )

A creche comunitária do bairro Aririú da Formiga, em Palhoça, na Grande Florianópolis, teve a energia elétrica cortada pela Celesc na manhã de quarta-feira (5) por falta de pagamento das faturas. A unidade possui três contas atrasadas, no valor total de R$ 830.

O presidente do Conselho Comunitário que administra a creche, Bruno Haiah, informa que os repasses da prefeitura não são o suficiente para manter as 74 crianças, funcionários e todas as despesas da unidade. Atualmente, alguns professores ainda estão sem receber os salários de dezembro de 2018.

Bruno informa que, mesmo sem luz, as aulas estão mantidas, mas os pais precisam levar água para os pequenos — os bebedouros não funcionam sem energia elétrica — e foram orientados a buscar os filhos antes do anoitecer. A preocupação maior é com relação ao freezer, onde estão armazenados os alimentos refrigerados. Segundo Bruno, a unidade tenta ligar o freezer com a energia do posto de saúde, que fica no piso térreo da creche.

Alimentos armazenados no freezer da creche
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De acordo com o presidente, a instituição não tem recursos para quitar as dívidas com a Celesc. A unidade mantém convênio com a prefeitura para atender as crianças da comunidade de forma gratuita, mas o repasse mensal de R$ 15 mil não cobre todas as despesas. Só a folha de pagamento soma R$ 20 mil. De forma emergencial, o conselho deve pedir a colaboração dos pais para o pagamento das faturas de luz.

— Se não conseguirmos ajuda não faço ideia de como vamos fazer para pagar e de como vai ficar a creche daqui para frente. No sábado vamos fazer uma festa junina, mas o valor arrecadado será para pagar os salários de dezembro, pois as funcionárias já estão fazendo de tudo para estar aqui sem receber para ajudar a creche — diz Bruno.

Aluguel resolveria problemas financeiros

Ainda nesta quinta-feira (6), o presidente do conselho deve se reunir com o secretário de Saúde do município para tentar resolver a questão do aluguel da sala onde funciona o posto de saúde do bairro. O prédio pertence ao conselho, mas a prefeitura, que usa o espaço há 13 anos, nunca pagou aluguel.

A secretaria já sinalizou que pretende pagar aluguel, mas aguarda o Habite-se da obra para assinar o contrato. Com o aluguel, segundo Bruno, o conselho conseguiria manter as despesas mensais e pagar os salários e encargos atrasados dos funcionários.

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