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    Creche de Florianópolis usa galinhas para adubar a terra da horta e ensinar crianças

    Os 40 kg de material orgânico produzidos todos os dias na creche Lausimar Maria Laus, no Rio Vermelho, são reciclados pelas galinhas

    12/12/2017 - 07h14 - Atualizada em: 12/12/2017 - 13h47

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    Por Redação NSC
    Brincadeira no quintal faz parte da rotina das crianças
    Brincadeira no quintal faz parte da rotina das crianças
    (Foto: )

    Cuidar da terra, plantar e colher alimentos da horta são atividades que já fazem parte da rotina de muitas creches e escolas de Florianópolis. Mas cuidar de galinhas, tratá-las e recolher os ovos no galinheiro são novidades que a criançada da creche Lausimar Maria Laus, no bairro Rio Vermelho, está adorando.

    O galinheiro educativo foi a ideia que o professor de educação física, Nado Gonçalves, teve para adubar a terra usada na horta e dar um destino sustentável para o lixo orgânico produzindo na escola. Segundo Gonçalves, a creche produz 40 quilos de material orgânico por dia. São restos de comida, cascas de frutas e legumes que antes iam para a lata do lixo e hoje são a matéria-prima para deixar a terra cheia de nutrientes.

    O professor explica que todo o resíduo orgânico é colocado dentro do galinheiro para que os animais reciclem o material.

    — Jogamos palha, serragem e folhas por cima e fica ali por 10 dias. As galinhas comem e colocam o esterco delas, que é incrivelmente nutritivo. O bom é que as galinhas mexem muito no material e, com isso, sempre tem bastante oxigênio no composto.

    O material vai para um cantinho da horta, onde descansa por quatro a seis meses até ser usado na plantação. A horta da creche, existente desde 2012, é composta por alface, pimentão, feijão, chuchu, cebolinha, abóbora, morango e ervas para chás.

    Horta cuidada pelos pequenos
    Horta cuidada pelos pequenos
    (Foto: )

    Já o galinheiro foi montado neste ano. Começou com duas galinhas doadas pelo pai de um aluno. Hoje, a creche já tem cinco galinhas, um galo e dois pintinhos. A intenção da unidade é ampliar o espaço da horta e do galinheiro para produzir mais terra adubada que poderá ser doada para as famílias.

    Trabalho pedagógico

    Além da questão ambiental e de sustentabilidade, a proposta de ter um galinheiro dentro da creche também é para que as crianças tenham mais contato com a natureza e aprendam de onde vêm os alimentos.

    — Queremos que elas tenham essa experiência fora da sala de aula, vivenciem esse pulsar da vida que tem neste entorno, desemparedando as crianças. Elas têm curiosidade, querem estar no quintal. É bom para elas saberem que o brincar não precisa acontecer a partir do que é comprado, a própria natureza propõe brincadeiras de forma natural — comenta a professora Patrícia Machado.

    Para as crianças, a hora de cuidar das galinhas é pura diversão, mas elas sabem das responsabilidades e cuidados que devem ter. Quem explica isso é o pequeno Davi Santana, de seis anos.

    — É muito legal ter bicho na escola, já vimos elas botarem ovos, mas às vezes a galinha não consegue botar os ovos e a gente ajuda. Damos comida pra ela e apertamos a barriga, aí o ovo sai — conta.

    A colega Gabriela Camargo Ferreira Pinto, de seis anos, conta que na casa da avó também tem galinhas e ela adora os bichinhos.

    — Eu trago batatas para elas e depois pegamos os ovos que elas botam.

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