O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, está preso no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, unidade de segurança máxima em Aparecida de Goiânia. Ele foi detido há quase uma semana na operação Narco Fluxo, que investiga supostas transações ilegais que chegam a R$ 1,6 bilhão, e que também prendeu nomes como MC Poze do Rodo e Ryan SP. Com informações do g1.

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Segundo a Polícia Penal, o influenciador possui direito a quatro refeições diariamente, como café da manhã, almoço, jantar e ceia, assim como os outros presos do sistema prisional. O dono da Choquei também pode tomar duas horas de banho de sol por dia e, também, receber até duas visitas por mês.

Antes, ele estava preso na sede da Polícia Federal, em Goiânia. O advogado de Raphael, Pedro Paulo Medeiros, afirmou que entrou com habeas corpus no TRF-3, já que “as diligências foram concluídas e não há fundamentação individualizada” e, por isso, a prisão seria injustificável.

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Por que o dono da Choquei foi preso?

Segundo a investigação, Raphael teria como responsabilidade a operação de mídia de uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato digital, com o recebimento de valores de outros investigados. O principal beneficiário econômico do esquema seria o MC Ryan SP.

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Raphael teria recebido R$ 370 mil do funkeiro por serviços de publicidade. Conforme o advogado Frederico Moreira, que também representa a defesa do influenciador, outro pedido de revogação da prisão foi negado, com a alegação de que seria necessário aguardar que a investigação avançasse para que se pudesse proferir uma decisão com maior segurança.

Do valor, R$ 270 mil teriam sido movimentados entre 2024 e 2025, enquanto R$ 100 mil foram recebidos em uma transferência de uma pessoa desconhecida. O advogado afirmou que o dono da Choquei não se lembra quem fez a transferência, mas que acha que foi um terceiro que pagou o valor ao funkeiro.

— O contratante fala que tem uma pessoa que está devendo a ele ou que também está participando do projeto artístico ou musical e que essa pessoa fará um ou outro pagamento para ajudar no custeio das despesas” — disse o advogado ao g1.

Raphael, dessa forma, teria o papel de divulgar “conteúdos favoráveis ao artista e na promoção de plataformas de apostas e rifas, além de potencialmente atuar na mitigação de crises de imagem relacionadas às investigações”, conforme o pedido de busca e apreensão.

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Os mandados, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, São Paulo, foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. A operação, batizada de Narco Fluxo, é decorrente de desdobramentos de investigações anteriores que já haviam identificado a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.

Conforme a Polícia Federal, as investigações apontam que os envolvidos no esquema utilizam um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores. Com isso, eram feitas operações financeiras de alto valortransporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.

Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, como o sequestro de bens e imposição de restrições societárias. Também já foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. O objetivo é interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento, segundo a Polícia Federal.

As investigações seguem em andamento. Os envolvidos nos crimes poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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