Mais da metade das ruas de Criciúma tem arborização. O dado de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) aponta 53,35% de cobertura nas vias públicas e ajuda a dimensionar a presença de árvores na cidade, mas considera apenas a arborização ao longo das ruas.

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Entenda o índice de arborização em Criciúma

O índice é calculado com base na proporção de domicílios urbanos localizados em vias com presença de árvores. Na prática, o indicador mostra quantas casas estão em ruas arborizadas, e não a quantidade de árvores ou o tamanho das áreas verdes do município.

Em Vilnius, capital da Lituânia, os números são mais amplos: 40% de todo o município é coberto por áreas verdes públicas e a cobertura arbórea total chega a 44,3%. Em 2025, Vilnius foi eleita Capital Verde Europeia. Diferente do indicador de Criciúma, esses dados consideram o território como um todo, incluindo parques, florestas urbanas e áreas de preservação.

Isso significa que os dois índices medem coisas diferentes. Enquanto Criciúma contabiliza a presença de árvores nas ruas, Vilnius avalia a cobertura vegetal completa da cidade. Mesmo assim, o percentual local não inclui áreas importantes de vegetação, como o Morro do Céu, que possui cobertura de Mata Atlântica.

A comparação entre Criciúma e Vilnius envolve metodologias diferentes. Enquanto o índice local de 53,35% considera a arborização das vias públicas, os dados europeus analisam a cobertura vegetal de todo o território.

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Novas políticas ambientais

Criciúma tem iniciativas voltadas à ampliação da cobertura verde. Em 2021, o município instituiu o Parque Turístico e Ecológico do Mirante, previsto para ser implantado na região do Morro Cechinel, com cerca de 72 mil metros quadrados.

A proposta é criar um espaço de lazer aliado à preservação ambiental, com foco em educação ecológica, turismo sustentável e integração com estruturas próximas, como o mirante e o parque astronômico.

Outra frente recente é a legislação. Em 2025, a cidade aprovou o Programa Municipal de Arborização Frutífera, que prevê o plantio de árvores em parques, praças e áreas verdes.

A lei determina que pelo menos 50% das mudas plantadas nesses espaços sejam de espécies frutíferas, preferencialmente nativas, com o objetivo de estimular a fauna, promover educação ambiental e ampliar a segurança alimentar.

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