Uma árvore de ipê-amarelo com cerca de 15 anos e oito metros de altura foi plantada nesta quinta-feira (26) no Centro de Florianópolis. A ação marca o início de um projeto de arborização na região, conduzido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da Capital.

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A iniciativa prevê o plantio de mais de 90 árvores em vias do chamado Centro Leste. A primeira fica no cruzamento do calçadão da Rua João Pinto com a Nunes Machado. Outras ruas incluídas são a Saldanha Marinho, Travessa Ratclif, Tiradentes, Victor Meireles e General Bittencourt.

Projeto de arborização aposta em árvores adultas e nativas

A proposta, desenvolvida com a Arboran, empresa especializada em arborização urbana e planejamento paisagístico, aposta no plantio de árvores já adultas, com mais de seis metros de altura. A estratégia busca gerar impacto visual imediato e ampliar a área de sombra.

A escolha por espécies nativas também faz parte da proposta, de acordo com o engenheiro florestal e diretor técnico da Arboran, Charles Coelho.

— Quando a gente fala em trazer uma árvore desse porte, não é simplesmente plantar. Existe todo um trabalho de viveiro, com formação adequada do sistema radicular, preparo do torrão, transporte controlado e adaptação ao novo local. É praticamente uma operação de engenharia biológica, pensada para garantir que essa árvore chegue aqui e continue saudável — diz o engenheiro.

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Como as ruas devem ficar, conforme projeto de arborização

Financiamento e próximos passos

A primeira etapa do projeto está sendo custeada pela CDL. Para ampliar a iniciativa, a prefeitura busca recursos em programas ligados à resiliência climática.

Segundo a secretária municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ivanna Tomasi, a expectativa é que novas etapas avancem conforme a captação de financiamento.

— Estamos buscando financiamento em linhas específicas de resiliência climática, que envolvem desde arborização até captura de carbono. Esse projeto já foi selecionado em um dos programas e, em maio, vamos a Brasília avançar nessas tratativas. Mesmo assim, seguimos buscando outras alternativas para garantir a execução completa — explica.