A Volkswagen, maior fabricante de carros da Europa, anunciou um plano de reestruturação que prevê o corte de 50 mil funcionários até 2030, especialmente na Alemanha, além de uma redução da capacidade de produção de até 1 milhão de veículos. Os cortes tem o objetivo de diminuir custos e recuperar a competitividade, após a marca perder quase metade de seus lucros em 2025 devido à concorrência da China e às tarifas norte-americanas.

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Os cortes devem alcançar tanto trabalhadores das fábricas quanto funcionários administrativos, segundo informações do g1. Nas fábricas europeias, a capacidade de produção será reduzida em mais de 500 mil veículos e o mesmo volume também será cortado na China.

Serão cortados 35 mil postos de trabalho apenas na principal marca da Volkswagen. Outros cortes estão planejados em outras marcas do grupo como a Audi e a Porsche. As reduções devem ser feitas principalmente por meio de aposentadoria antecipada e planos de demissão voluntária. Demissões compulsórias foram descartadas.

O lucro líquido da empresa caiu cerca de 44% em 2025. Em seus resultados anuais, a companhia informou que os lucros caíram de 12,4 bilhões de euros (R$ 74,4 bilhões) para 6,9 bilhões de euros em relação ao ano anterior.

Crise foi causada pela concorrência no mercado chinês

A crise hoje vivenciada pela Volkswagen começou em razão dos resultados comerciais negativos registrados na China. Ao longo de 2024, as vendas da empresa caíram consideravelmente no país, que até então era seu principal mercado. A perda de espaço foi ocasionada principalmente pelo avanço dos carros elétricos produzidos por fabricantes locais, que passaram a ter a preferência do consumidor chinês.

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Nos Estados Unidos, a Volkswagen enfrentas os desafios das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Já na Europa, terra natal da marca, a montadora também perdeu espaço para os carros elétricos chineses, principalmente após a pandemia. Com esse recuo, deixou de vender pelo menos 500 mil carros por ano, afetando diretamente as previsões de lucro e gerando ociosidade nas fábricas.

20 novos modelos devem ser lançados pela Volkswagen

A empresa preferiu não dizer quais modelos ou plataforma serão descontinuados, mas já anunciou que alguns modelos não serão mais produzidos. Na Audi, por exemplo, dois modelos saíram de linha recentemente: o hatch compacto A1 e o SUV compacto Q2. Na própria Volkswagen, a minivan Touran e o T-Roc Cabriolet terão sua produção encerrada.

Já na outra ponta, a Volkswagen diz que vai investir mais em carros com altos volumes de vendas. Nesse sentido, planeja lançar pelo menos 20 novidades ao longo de 2026 (incluindo todas as marcas do grupo) e dar prioridade a produtos realmente demandados pelo mercado.

Nas palavras do CEO do grupo Oliver Blume, a “empresa precisa focar nos veículos certos em cada região e gerar volumes mais elevados por modelo”.

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Veja fotos das fábricas da Volkswagen