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    Crise no IFSC ganha novo capítulo após 2º colocado nas eleições ser nomeado reitor temporário pelo MEC

    Reitor eleito chamou atitude de 'antidemocrática'

    05/05/2020 - 09h41 - Atualizada em: 05/05/2020 - 10h51

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    Por Guilherme Simon
    Protesto no IFSC
    Faixa de protesto no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em Florianópolis
    (Foto: )

    A crise no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) ganhou um novo capítulo após o professor André Dala Possa, segundo colocado nas eleições, ser nomeado reitor temporário pelo Ministério da Educação (MEC) na segunda-feira (4).

    Vencedor das eleições do ano passado, o professor Maurício Gariba Júnior divulgou um texto em que elevou o tom e fez duras críticas a Dala Possa por ele ter aceitado a nomeação. Faixas de protesto foram colocadas nos campi do instituto em favor do reitor eleito em Florianópolis.

    No texto endereçado a Dala Possa, e divulgada à imprensa, Maurício Gariba Júnior chamou o temporário de “interventor”, classificou a postura do oponente nas eleições de “antidemocrática” e disse esperar que ele desista da nomeação “em tempo de recuperar sua imagem”.

    “Ao aceitar a nomeação como reitor pro tempore, o senhor escolheu uma postura antidemocrática. Não basta defender a democracia somente no discurso como o fez na campanha e nos debates”, escreveu o professor Maurício Gariba Júnior.

    Gariba Júnior venceu as eleições para reitor do IFSC em dezembro de 2019 e, em tese, deveria ter assumido o cargo em abril, mas o MEC argumenta que o processo para a nomeação dele está impedido porque o professor responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O reitor eleito tem defendido inocência no processo e afirmado que a existência dele não impede a sua posse.

    Procurado para comentar as afirmações, o professor André Dala Possa disse que as acusações feitas por Gariba Júnior não o atingem porque ele não está em mandado, mas sim como reitor temporário enquanto o processo aguarda uma resolução. Ele afirmou também que só aceitou o convite do MEC por conta da “gravidade da crise que estava se instalando” na instituição.

    — Eu gostaria de deixar bem claro que não existe golpe, e que eu faço questão que o professor Gariba assuma tão logo se superem esses procedimentos, seja por vias judiciais ou administrativas. Não existe ninguém assumindo o lugar dele. O que existe é um temporário para assumir a gestão enquanto o processo transcorre — disse.

    Protesto no IFSC
    Faixa em campus do IFSC em Florianópolis
    (Foto: )

    Entenda o impasse na reitoria do IFSC

    O impasse envolvendo a reitoria do IFSC começou após o encerramento do mandato da reitora Maria Clara Kaschny Schneider e a nomeação pelo MEC, no dia 20 de abril, do professor Lucas Dominguini como reitor temporário.

    Lucas não havia participado do processo eleitoral no ano passado e a escolha dele surpreendeu a comunidade acadêmica. No mesmo dia da nomeação, porém, Dominguini disse que não iria aceitar o cargo. Com a desistência dele, o instituto ficou sem reitor.

    Após a nomeação, o Ministério Público Federal (MPF) pediu ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, que esclarecesse os motivos para o descumprimento do resultado das eleições para a reitoria do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

    O Conselho Superior do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) chegou a indicar ao MEC os sete nomes da chapa de Gariba Júnior para que o ministério escolhesse um reitor temporário.

    Mas o MEC nomeou o segundo colocado nas eleições, André Dala Possa, que não estava na lista. Conforme ofício do Ministério da Educação, a indicação apresentada pelo conselho não “se revestiu das formalidades exigidas para as votações e deliberações do Conselho Superior”.

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