Ao menos cinco meros, espécie de garoupa gigante criticamente ameaçada de extinção, foram encontrados encalhados no Litoral Norte catarinense. Um dos peixes encontrados tinha cerca de 2 metros de comprimento. Agora, a causa dos encalhes está sendo investigada.
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Segundo o Projeto Meros do Brasil, nos últimos dez dias, cinco meros encalharam na faixa de areia da região. Um dos peixes foi encontrado na Praia do Pontal, em Itapoá, e os outros em São Francisco do Sul. Foram dois na Praia Grande e mais dois Baía da Babitonga, nas localidades de Paulas e Ilha dos Barcos.
“Não é incomum meros encalharem nesse período, durante a primavera. Eles estão se deslocando para as agregações, momento em que se juntam em cardumes em pontos da costa para reproduzir. Em São Francisco temos a maior agregação monitorada pelo projeto. Mas, chama a atenção o número alto em poucos dias”, informou o projeto em nota.
Nesta sexta-feira (24), equipes foram até a Praia do Paulas coletar amostras de um mero encalhado um dia antes, que possui 2 metros de comprimento. A notificação desse encalhe chegou pelo Projeto de Monitoramento de Praias. Foi possível coletar amostras de raios, espinhos e músculos. Não foram observadas evidências de interação com a pesca. Devido ao alto grau de decomposição, não conseguiram determinar a causa da morte, mas as informações da localidade em que esses meros encalham ao longo do tempo poderão ajudar a entender que fatores influenciam essa mortalidade.
“Além disso, com as amostras coletadas poderemos estimar a idade do animal, fazer comparações genéticas, entender relações de parentesco entre populações, e definir o grau de contaminação de elementos potencialmente tóxicos, como metais pesados, para a saúde humana, que em meros tem sido bem alto.
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“Os resultados dessas amostragens são importantes subsídios para apoiar políticas públicas para a conservação dos meros e dos ambientes marinhos e costeiros. Reforçamos que meros estão ameaçados, são uma espécie protegida e o consumo deste peixe além de ilegal não é recomendado”, cita o projeto.







