Morar no Sul do Brasil durante o inverno exige que o organismo se adapte às baixas temperaturas. Enquanto nas cidades litorâneas os termômetros costumam variar entre 5°C e 20°C, nas regiões serranas as mínimas frequentemente ficam abaixo de zero. Além do desconforto provocado pelo frio, a estação favorece o aumento da circulação de vírus e bactérias, o que eleva os casos de doenças respiratórias.
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Para reduzir os riscos de contrair doenças mais graves, os cuidados com a saúde não devem ser interrompidos durante o inverno. Manter uma alimentação equilibrada, preservar a hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede, garantir uma boa qualidade do sono e manter os ambientes ventilados são medidas importantes para fortalecer a imunidade e diminuir a concentração de vírus e bactérias em locais fechados. Também, é recomendado evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios, como tosse, espirros e febre.
De acordo com o presidente da Unimed Grande Florianópolis, Dr. Ademar Paes Junior, os cuidados não devem ser deixados de lado por causa das baixas temperaturas. A cooperativa desenvolve ações de promoção da saúde e prevenção de doenças ao longo de todo o ano, para orientar sobre esses riscos à saúde.
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— O frio não pode ser usado como justificativa para pausar as atividades físicas, pois manter o corpo em movimento faz bem para a imunidade. Também é preciso reforçar o cuidado com a ingestão de comidas mais calóricas no inverno, que podem prejudicar toda a boa forma conquistada com esforço durante os outros meses do ano — afirma.
Vacinação como estratégia preventiva
O pneumologista cooperado da Unimed Grande Florianópolis, Dr. Roger Pirath Rodrigues, afirma que a vacinação é a estratégia mais eficaz para prevenir doenças respiratórias. Segundo ele, além das vacinas contra gripe e Covid-19, há imunizantes indicados para grupos específicos contra a pneumonia e, mais recentemente, contra o vírus sincicial respiratório (VSR).
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— As pessoas precisam ter acesso a essa informação, pois a vacina da gripe é uma das formas mais eficientes de prevenir infecções como a pneumonia bacteriana, reduzindo também casos graves da própria influenza, assim como as internações e as mortes, principalmente em crianças, idosos e pacientes com comorbidades — orienta o profissional.
O médico, que é preceptor da Residência Médica em Pneumologia e diretor Científico da Associação Catarinense de Pneumologia, orienta sobre os problemas de saúde mais frequentes no período de inverno.
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Durante o inverno, algumas doenças respiratórias se tornam mais frequentes ou podem se agravar. Os resfriados comuns costumam causar coriza, espirros, congestão nasal e dor de garganta leve, enquanto a gripe (influenza) geralmente provoca febre alta, dores no corpo, cansaço intenso e tosse.
Quando os sintomas da gripe persistem por mais de sete dias ou apresentam piora progressiva, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas, é importante procurar atendimento médico, pois o quadro pode evoluir para complicações, como pneumonia.
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O vírus sincicial respiratório (VSR) também costuma provocar coriza, tosse, espirros e febre baixa. Em adultos, a infecção geralmente é leve, mas em bebês e crianças menores de 2 anos pode evoluir para bronquiolite e pneumonia, causando chiado no peito, dificuldade para respirar e recusa alimentar.
Entre as infecções bacterianas, a pneumonia é uma das que mais preocupa. Os principais sintomas são tosse, com ou sem catarro, febre alta, dor no peito, que costuma piorar ao respirar profundamente ou tossir, falta de ar, fadiga e calafrios.
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Já a sinusite, também causada por bactérias em alguns casos, pode provocar dor ou sensação de pressão no rosto, nariz entupido com secreção, dor de cabeça, redução do olfato e tosse.
O inverno também favorece o agravamento de doenças alérgicas, como a rinite, que provoca espirros frequentes, coriza intensa, coceira no nariz, nos olhos, na garganta e nos ouvidos, além de congestão nasal.
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Já pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), podem apresentar crises mais frequentes durante a estação. Essas exacerbações costumam provocar piora da falta de ar, chiado no peito, aumento da tosse e da produção de secreção, exigindo acompanhamento médico e, em alguns casos, tratamento de urgência.
Atenção aos sinais de alerta
De acordo com o pneumologista, qualquer dificuldade para respirar deve ser considerada um sinal de alerta. A pneumonia continua sendo a principal causa de internações respiratórias durante o inverno, mas também preocupam os casos graves de influenza, Covid-19, asma e DPOC.
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— Também preocupam as formas graves de influenza e Covid-19, além das crises de asma e da DPOC, que podem evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas. Recentemente temos percebido um número considerável de idosos com pneumonia pelo Vírus Sincicial Respiratório, o mesmo que causa bronquiolite na primeira infância — comenta.
Quando procurar atendimento médico
Dr. Roger Pirath Rodrigues orienta, ainda, que pacientes com sintomas de resfriado persistentes por mais de uma semana devem procurar avaliação médica, especialmente quando a febre permanece por mais de três a cinco dias. Também é necessário buscar atendimento diante de sintomas como dor no peito, queda da oxigenação, confusão mental ou piora importante do estado geral.
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— Em todos os casos, devemos dar uma maior atenção a crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas. Nesses pacientes os sintomas podem ser muito sutis e a evolução mais rápida — diz o especialista.
Os idosos merecem atenção especial, já que muitas vezes não apresentam febre alta. Fraqueza, sonolência, confusão mental e perda do apetite podem ser os primeiros sinais de uma infecção respiratória. Por isso, qualquer alteração no estado geral deve ser avaliada precocemente por um médico.
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Segundo o pneumologista, o aumento das internações observado nesta época do ano está relacionado à circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, associada ao envelhecimento da população e ao crescimento do número de pessoas com doenças crônicas, como DPOC, asma, insuficiência cardíaca e diabetes.
— Muitas dessas hospitalizações poderiam ser evitadas com vacinação, diagnóstico precoce e tratamento adequado desde os primeiros sintomas — finaliza.
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