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MARICULTURA

Cultivo de ostras é interditado em quatro áreas de Palhoça e Florianópolis

Controle detectou taxas altas de toxina diarreica

13/08/2020 - 18h21 - Atualizada em: 13/08/2020 - 18h24

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Por Márcio Serafini
Problema é comum nesta época do ano
Problema é comum nesta época do ano
(Foto: )

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural comunica a interdição de cultivos de ostras e mexilhões das localidades da Barra do Aririú e Ponta de Baixo, em Palhoça, e de Freguesia do Ribeirão e Costeira do Ribeirão, em Florianópolis, devido à presença de ficotoxina Ácido Okadaico, também conhecida como toxina diarreica, acima dos limites permitidos. Desde quinta-feira (13), está proibido retirar e comercializar ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessas áreas.

A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a concentração de ficotoxina Ácido Okadaico acima dos limites permitidos nos cultivos de moluscos bivalves nessas localidades. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Além disso, continuam interditadas mais quatro localidades: Fazenda da Armação, em Governador Celso Ramos, e Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui, em Florianópolis.

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A Cidasc intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Esse fenômeno é recorrente nessa época do ano devido ao aumento de temperatura e luminosidade, além da influência das marés baixas, que permitem a maior concentração dessas microalgas em locais mais protegidos.

Maricultura em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos, com 39 áreas de produção distribuídas em 11 municípios do Litoral. O setor gera mais de 1.900 empregos diretos e a produção gira em torno de 13 mil toneladas de mexilhões, ostras e vieiras.

O governo destaca que o Estado é o único do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

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