O Brasil entrou no radar dos megaprojetos de infraestrutura da China com a discussão de uma megaferrovia que pretende ligar a Bahia ao Peru, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico. O projeto prevê uma ligação de cerca de 4,5 mil quilômetros entre o porto de Ilhéus, na Bahia, e o porto de Chancay, no litoral peruano.
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A proposta foi reforçada após a assinatura de um acordo entre Brasil e China, no ano passado, para desenvolver estudos técnicos da ferrovia, entre a Infra S.A., estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Econômico China Railway.
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Por onde a ferrovia deve passar
O traçado em estudo prevê que a ferrovia atravesse os estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre até chegar ao Peru. O governo brasileiro avalia integrar o projeto à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), além da Ferrovia Norte-Sul.
Redução no tempo de transporte
A expectativa do governo é que a nova rota reduza em cerca de 10 dias o transporte marítimo entre o Brasil e a Ásia. Estimativas citadas pelas autoridades apontam que o tempo médio de envio de cargas pode cair de 40 para 28 dias, diminuindo também os custos logísticos.
O projeto mira principalmente o escoamento de soja e minério de ferro, hoje dependente de longas rotas rodoviárias e de portos no Sudeste brasileiro.
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O que já existe
Parte da infraestrutura necessária já está em construção no Brasil. A Fiol 1, por exemplo, possui 537 quilômetros entre Caetité e Ilhéus, na Bahia, e deve se conectar ao Porto Sul. Já o projeto Fico-Fiol prevê cerca de 2,7 mil quilômetros de extensão entre Bahia, Goiás e Mato Grosso. Segundo o governo federal, os investimentos previstos no corredor ferroviário chegam a R$ 28,7 bilhões.
Próximos passos
Apesar do avanço das negociações, ainda não há prazo para o início das obras nem estimativa oficial do custo total da ferrovia transcontinental.
Os estudos assinados entre Brasil e China vão analisar a viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto, além de discutir formas de financiamento e acordos com o governo peruano.
Com informações do g1, GloboNews e Ministério dos Transportes






