Constantino de Oliveira Júnior, fundador da Gol Linhas Aéreas, morreu neste sábado (24) aos 57 anos, em São Paulo. Internado em um hospital da capital, ele enfrentava um câncer. O empresário deixa de legado um modelo de negócio que decolou no Brasil.

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Em nota, a Gol relembrou a história de sucesso. Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da “mais brasileira das companhias aéreas”. Com uma visão empreendedora, Constantino ajudou a transformar o mercado de aviação comercial no Brasil ao introduzir o conceito de “baixo custo, baixa tarifa” no país.

“Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional”, diz o texto.

Antes de fundar a Gol, atuou entre 1994 e 2000 como diretor da Comporte Participações, grupo que controla diversas empresas de transporte terrestre de passageiros no Brasil. Em 2001, assumiu o cargo de diretor-presidente (CEO) da Gol, liderando o início das operações da companhia e sua rápida expansão no mercado nacional.

Em 2004, tornou-se membro do Conselho de Administração, acumulando essa função com a presidência executiva até 2012. Constantino Júnior deixou a função executiva e assumiu o cargo de presidente do Conselho de Administração da Gol, posição que ocupava até hoje. Além da atuação na companhia, era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA.

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Ao longo de sua trajetória, recebeu diversos reconhecimentos pela atuação executiva, entre eles: “Executivo de Valor” em 2001 e 2002, concedido pelo jornal Valor Econômico; “Executivo Líder” no setor de logística em 2003, pelo jornal Gazeta Mercantil; e, em 2008, foi nomeado “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo pela premiação GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), patrocinada pela IATA.