Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, será transferido ainda nesta quinta-feira (19) da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal. A transferência, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, acontece em meio a rumores de um acordo de delação premiada. Com informações do g1.

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No entanto, o motivo da transferência ainda não havia sido divulgado de forma oficial até a publicação desta matéria. Os rumores iniciaram após a TV Globo apurar que o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, teria procurado a PF para demonstrar o interesse do dono do Banco Master sobre a delação.

A defesa do banqueiro, no entanto, afirmou que não vai comentar neste momento por causa da “sensibilidade do caso”.

Na Superintendência da PF, Vorcaro deve ficar na “sala de Estado-Maior”, do mesmo tipo da ocupada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

Quem é Daniel Vorcaro

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Encontro entre defesa e ministro do STF

Na terça-feira (18), a defesa de Vorcaro se reuniu com o Mendonça, relator do caso Master no STF. Segundo a TV Globo, o encontro tratou dos desdobramentos do caso, com uma possibilidade avaliada por Vorcaro sobre uma delação premiada.

Em investigações como as da operação Lava Jato, a transferência de presos que tinham como negociação uma delação premiada era vista como “sinal de boa vontade” das autoridades, segundo o g1.

Relembre o caso do banco Master

banco Master ganhou visibilidade por oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rendimentos muito acima da média do mercado. A estratégia era usada para encobrir a crise de liquidez da empresa. No dia 18 de novembro de 2025, o banco foi liquidado pelo Banco Central por conta do descumprimento de normas do sistema bancário e da situação financeira.

Daniel Vorcaro é o dono do Banco Master e o principal investigado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Ele foi preso duas vezes, sendo a primeira em novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país. As acusações contra Vorcaro incluem suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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A segunda prisão aconteceu nesta quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida acontece após mensagens serem encontradas no celular do empresário com indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias.