Itens falsificados de diversas marcas famosas como Nike e Adidas foram apreendidos pela Polícia Civil em operação realizada em Santa Catarina na última semana. Mais de 45 peças pirateadas, avaliadas em R$ 2,3 milhões, foram encontradas. A ação teve como alvo redes de outlets em três cidades no Norte catarinense e na Grande Florianópolis.

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Veja fotos da operação em SC

Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e Crimes contra as Relações de Consumo (DCAC/DEIC) já vinha monitorando as redes de lojas do modelo “outlets” especializadas na comercialização de produtos de vestuário falsos. As investigações permitiram mapear a estrutura de distribuição e comercialização desses grupos em diferentes municípios catarinenses.

A operação foi executada de forma coordenada em três etapas. Na última quarta-feira (28), equipes policiais realizaram fiscalizações em duas lojas localizadas no Centro de Jaraguá do Sul. Na quinta-feira (29), uma terceira loja foi fiscalizada em Biguaçu, na Grande Florianópolis.

Paralelamente, também no dia 29, a Polícia Civil abordou dois caminhões carregados com produtos falsificados. Eles estavam vinculados às mesmas redes criminosas. Os veículos foram abordados em Jaraguá do Sul e São José.

Itens falsos imitavam Adidas, Nike e outras marcas

Foram apreendidos cerca de 45 mil itens falsificados, entre eles calçados, roupas, perfumes, bonés, relógios e acessórios que ostentavam marcas de renome internacional como Nike, Adidas, Emporio Armani, Lacoste e Tommy Hilfiger. Além das mercadorias pirateadas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.

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A operação reuniu uma ampla rede de apoio institucional, envolvendo o Conselho Estadual de Combate à Pirataria (Cecop), Procon Estadual e, também, de Jaraguá do Sul, Receita Estadual e representantes de marcas. As ações contaram ainda com o apoio operacional de diversas unidades da Polícia Civil e da Polícia Militar de Jaraguá do Sul.

A Polícia Civil destacou que a comercialização de produtos falsos gera prejuízos significativos à economia formal, comprometendo a arrecadação tributária e a concorrência leal no mercado. Além do impacto econômico, produtos falsificados frequentemente não atendem a padrões de qualidade e segurança, representando riscos diretos aos consumidores.

Os investigados responderão por crimes contra propriedade imaterial, crimes contra as relações de consumo, crimes contra a ordem tributária e associação criminosa.