O motocross brasileiro está vivendo um momento que coloca o país em uma nova vitrine esportiva, ao sediar o campeonato brasileiro da modalidade. Nos dias 11 e 12 de abril, Canelinha recebe a abertura do MX1 GP Brasil 2026 – com um grid que reflete esse crescimento. O município foi reconhecido oficialmente como a Capital Catarinense do Motocross e será palco de um confronto técnico entre pilotos brasileiros e estrangeiros do topo mundial.

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A vinda de grandes nomes da modalidade para Santa Catarina não é isolada: o fortalecimento do campeonato nacional, que hoje conta com mais de 10 mil pilotos filiados à CBM, tem atraído atletas que antes priorizavam apenas os circuitos europeus e norte-americanos.

Para Pedro Pierotti, um dos promotores do evento e representante da Allora Company, o nível de qualidade da competição atingiu um patamar que gerou esse destaque global.

— O campeonato brasileiro de motocross hoje é o maior da América Latina e um dos top cinco do mundo, chamando cada vez mais a atenção dos pilotos estrangeiros. Este ano, mais do que nunca, a gente vai ter a presença de pilotos de nível de primeira prateleira do mundo — explica.

Duelo entre Honda e Yamaha

Um dos destaques do campeonato na categoria MX1 envolve as duas principais equipes de fábrica, que investiram em contratações de peso. A Honda Racing mantém em seu quadro o belga Jeremy Van Horebeek. Aos 32 anos e com um histórico que inclui o vice-campeonato mundial, Van Horebeek já compete em solo brasileiro desde o ano passado, trazendo sua experiência de mais de duas décadas no motocross europeu.

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A resposta da Yamaha para a temporada 2026 veio com a contratação do holandês Glenn Coldenhoff. O piloto de 34 anos terminou o Campeonato Mundial (MXGP) de 2025 na terceira colocação e a escolha de trazê-lo para competir a temporada completa no Brasil reforça a tese de que o país se tornou um destino competitivo para a elite do esporte.

— Este ano, a Yamaha contra-atacou e trouxe o Coldenhoff, que terminou o ano passado em terceiro lugar no campeonato mundial. Ele é, hoje, o terceiro maior piloto do mundo e vem competir aqui no Brasil — destaca.

Sobre sua vinda ao Brasil para competição, o piloto holandês demonstra entusiasmo:

— Já vivenciei a paixão dos fãs nos anos que corri os GPs do Brasil. Sei que a competitividade do campeonato está muito alta, o mundo inteiro está de olho no Brasileiro de Motocross. Quero contribuir, entregar o meu melhor e lutar por vitórias — conta Glenn Coldenhoff.

Repatriação e diversidade latina

Além dos europeus, a etapa marca o retorno de Enzo Lopes ao Brasil. O piloto gaúcho de 27 anos passou as últimas nove temporadas nos principais campeonatos dos Estados Unidos competindo no AMA Supercross, a principal liga da modalidade. Sua volta para defender a Honda Racing é um dos movimentos mais aguardados do mercado.

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— É uma oportunidade incrível. Foram nove anos nos Estados Unidos. Voltar ao Brasil, competindo pela Honda Racing, numa temporada como essa, não tem preço — afirma Enzo, o piloto da Honda Racing.

A internacionalização também é percebida pela forte presença de outros destaques internacionais, que buscam no Brasil um nível de competição superior para o desenvolvimento de suas carreiras.

— Além desses nomes, temos o português Paulo Alberto e o francês Greg Aranda. O campeonato está se consolidando na América do Sul como o principal das Américas, atraindo muitos pilotos argentinos, uruguaios, paraguaios, venezuelanos e do Equador. Isso traz muitos competidores para o Brasil para competir no Brasileiro de Motocross — afirma Pierotti.

Visibilidade e infraestrutura

O crescimento da modalidade no Brasil é acompanhado por números de audiência. Atualmente, o motocross detém a maior média de visualizações de motorsport no YouTube brasileiro, superando categorias como Stock Car e Porsche Cup. Esse engajamento justifica os investimentos em
infraestrutura, como a pista da Fazenda Silva Neto, projetada para atender exigências internacionais.

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Com expectativa de público superior a 30 mil pessoas, o evento impacta diretamente a economia do município de Canelinha, da Grande Florianópolis e de cidades vizinhas.

O cenário mostra que investimentos em pistas profissionais e atletas de alto rendimento tornam possível realizar competições de nível mundial fora das grandes capitais.

Serviço

  • MX1 GP Brasil 2026 – 1ª Etapa do Brasileiro de Motocross
  • Datas: sábado, 11 de abril, e domingo, 12 de abril
  • Local: Fazenda Silva Neto, Canelinha, Santa Catarina
  • Ingressos: Disponíveis no portal Zig Tickets, com valores a partir de R$ 25,00 para os dois dias de competição
  • Meia-entrada: Estudantes, idosos (60+), PcD e jovens de baixa renda (CadÚnico).
  • Informações sobre acampamentos: (48) 99936-0462

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